Estudo busca avaliar ciclo de vida das árvores para aprimorar técnicas de manejo florestal

Publicado em:  1 de junho de 2012

Refinar o método de manejo florestal no ambiente de várzea, acompanhando o ciclo de vida e morte das árvores. Esse é um dos objetivos do estudo conduzido pelo biólogo João Lanna, do Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal do Instituto Mamirauá, com a pesquisa “Avaliação da dinâmica das florestas de várzea em parcelas permanentes e suas aplicações para o manejo florestal comunitário”. Para realizar a coleta de dados e acompanhamento do crescimento das espécies, uma expedição percorreu três áreas da Reserva Mamirauá, entre os dias 8 e 24 de maio.

O acompanhamento da época de floração e frutificação das árvores foi realizado nas comunidades Boca do Mamirauá e Barroso, e nas proximidades do lago Mamirauá. A cada três anos, as mesmas árvores, identificadas em um hectare de floresta, são medidas e as informações armazenadas gerando um histórico sobre o crescimento da espécie. “Se uma árvore cresce de maneira muito lenta ela precisa de um ciclo de corte longo, entre o primeiro corte e o segundo para recuperação da espécie. Se uma árvore cresce de maneira mais acelerada, nós poderemos prever um ciclo de corte mais curto”, comparou Lanna.

A pesquisa também avalia os impactos decorrentes da exploração madeireira e amplia os conhecimentos sobre a dinâmica florestal das várzeas amazônicas. Segundo Elenice Assis, coordenadora do Programa de Manejo Florestal Comunitário do Instituto Mamirauá, a análise do comportamento da floresta, em uma área manejada, é fundamental para medir o impacto que a atividade florestal pode causar nas áreas de manejo e nos ambientes de várzea. “A várzea é um ambiente que tem suas fragilidades, principalmente em relação ao solo, por isso o manejo florestal deve ser realizado com cuidado, respeitando o ecossistema e as relações que o homem tem com o mesmo”, afirmou a coordenadora.

O estudo reúne também informações sobre a velocidade de crescimento de árvores, bem como as variações dentro de uma mesma área, que pode receber mais sedimentos que outras. De acordo com o pesquisador, onde há mais sedimentos, as árvores crescem mais rapidamente e onde há menos, o crescimento será mais lento. Essas questões poderiam alterar como o manejo florestal é empregado em florestas de várzea.

Texto: Eunice Venturi

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