Programa de

Manejo Florestal Comunitário

O Programa de Manejo Florestal Comunitário foi criado no final da década de 1990, logo após a 1ª fase de estudos do então "Projeto Mamirauá", que embasaram o plano de manejo florestal na Reserva Mamirauá. Estes estudos ocorreram entre 1993 e 1995.

Nessa fase, foram realizados monitoramentos anuais de toda a extração madeireira numa área de 260.000ha da Reserva Mamirauá, denominada área focal. Foram abordadas principalmente as características biológicas (quantidade de árvores extraídas, espécies, diâmetros, locais de extração) e socioeconômicas (origem dos cortadores e compradores, preços e sistemas de pagamento).

Também foram realizados mapeamentos da cobertura vegetal e levantamentos dos estoques das espécies madeireiras através do método Fourier e de inventário convencional, com o objetivo de conhecer a estrutura das populações e sua distribuição. Outros estudos relevantes para o manejo florestal foram: levantamentos fenológicos, interação de mamíferos, aves e peixes com as espécies de plantas da várzea e seu papel na dispersão de sementes.

A partir de 1996, foi iniciado um trabalho de extensão florestal junto às comunidades, com o objetivo de fortalecer as relações com os usuários de madeira, esclarecer as principais dúvidas sobre manejo florestal, suprir expectativas e dificuldades relacionadas ao manejo, investigar conhecimentos existentes e incentivar o manejo florestal comunitário.

Atualmente, o programa estimula o manejo florestal comunitário nas comunidades que precisam de capacitação contínua em todos os aspectos de organização social e de manejo técnico. Os trabalhos estão concentrados nessas capacitações através de palestras, discussões, treinamento prático e orientação durante todo o processo de manejo florestal.

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Objetivos

  • Implantar um modelo de manejo florestal sustentável participativo na Reserva Mamirauá, adequado às condições ecológicas, culturais e socioeconômicas da reserva;
  • Promover a conservação das florestas de várzea da Reserva Mamirauá;
  • Melhorar a renda gerada por meio da comercialização da madeira proveniente de plano de manejo florestal;
  • Contribuir com a organização comunitária e a conscientização ambiental das comunidades da Reserva Mamirauá;

Linhas de Atuação

Ricardo Oliveira
  •  

    Capacitação

    Referente aos aspectos técnicos e organizacionais das comunidades da Reserva Mamirauá.

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    Assessoria

    Para elaboração dos planos de manejo, licenciamento e comercialização.

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    Monitoramento

    Contínuo do Manejo Florestal Comunitário e da Exploração Tradicional para nortear as ações do Programa.

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    Bases Científicas

    Para aperfeiçoamento do modelo de Manejo Florestal Comunitário que vem sendo implantado.

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    Pesquisas

    Com recursos florestais não-madeireiros com o objetivo de conhecer e valorizar outros recursos existentes nas áreas de manejo florestal.

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    Disseminação do Modelo

    Para outras regiões do Amazonas, fortalecendo o manejo florestal no estado.


Resultados

Em 2001, foi realizada a primeira comercialização de madeira manejada. Desde então, associações realizam um encontro anual de manejadores florestais da Reserva Mamirauá, com apoio do Instituto Mamirauá. O encontro aborda as dificuldades no desenvolvimento do manejo, bem como limitações, desafios e planejam mudanças para resolução destes problemas. Na sequência do encontro de manejadores é realizada a Rodada de Negócio da Madeira Manejada, fórum estabelecido localmente para mediar a comercialização da madeira.

Outro resultado, é a valorização monetária da madeira manejada, fruto de um processo de organização coletiva dos grupos de manejadores. Reunidos, eles têm força de barganha junto aos compradores, mudando um cenário cujo preço da madeira era determinado pelos compradores. O estímulo à prática de manejo florestal, na Reserva Mamirauá, também tem contribuído para a redução do comércio ilegal de madeira manejada, concomitante ao aumento da extração manejada. Além deste indicador, o Instituto Mamirauá é pioneiro na experiência de implantação do manejo florestal comunitário e único em áreas de várzea, na Amazônia.

Com base na experiência mais antiga de desenvolvimento de manejo florestal no estado, o Instituto Mamirauá, em parceria com o Projeto Max Planck/INPA, fundamentou a partir de resultados científicos uma instrução normativa exclusiva para manejo florestal em áreas de várzea. Em 2010, a instrução normativa nº 009, publicada no Diário Oficial do Estado, dia 12 de novembro, pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, trouxe normas especificas para esse ambiente, estabelecendo diâmetros por espécies, ciclos de corte e intensidade de cortes. Com esta legislação, o manejo florestal desenvolvido na reserva está, de fato, adequado à realidade local.

Fonte: Programa de Manejo Florestal Comunitário

Publicações

  • Jogos

    Trilha Ecológica - manejo florestal

    Ano: 2019

    Impressa em lona especial, com reforço nas bordas, medindo 3,0 x 4,0 m. Vem acompanhada de um dado nas dimensões de 50x50 cm. É como um jogo de tabuleiro em tamanho gigante, onde quem participa se torna peça importante do jogo. Traz conceitos ambientais, aspectos relacionados ao cuidado com o meio ambiente, informações sobre a água e o uso sustentável das florestas. Nesse jogo, atitudes negativas fazem o jogador retroceder no caminho ecológico, informando que ele está indo contra o Meio Ambiente e a Vida. Jogo desenvolvido pelos Programas de Gestão Comunitária e Manejo Florestal Comunitário. 

     

  • O Macaqueiro

    Manejo para a sustentabilidade da floresta

    Ano: 2015

    Setembro a dezembro de 2015

     

  • Cartilhas

    Princípios de Manejo florestal

    Ano: 2013

    Público: manejadores de manejo florestal comunitário 


    O manejo florestal madeireiro é desenvolvido em seis etapas. A publicação apresenta a segunda etapa: princípios do manejo florestal, que consiste nos conceitos básicos do manejo, para que serve um plano de manejo, legislação e suas principais mudanças em relação ao manejo, além da importância do manejo florestal e seus benefícios. O objetivo da publicação é contribuir com a organização social das comunidades rurais visando o manejo de forma sustentável, de forma que esses recursos não se esgotem. 


     

  • O Macaqueiro

    Com recursos do Fundo Amazônia, Instituto Mamiraúa inicia projeto para redução das emissões por desmatamento e degradação

    Ano: 2013

    Setembro e outubro de 2013

     

  • Protocolos de Manejo de Recursos Naturais

    Manejo Florestal Comunitário Madeireiro: baseado na experiência da RDS Mamirauá

    Ano: 2012

    Tefé (AM): IDSM

    Páginas: 54p

    Público: técnicos e pesquisadores da área de manejo


    O Protocolo de Manejo Florestal Comunitário é a compilação das diversas atividades que são desenvolvidas pelo Instituto Mamirauá junto a associações manejadoras da Reserva Mamirauá. Desde o início de suas atividades, em 1999, o Programa de Manejo Florestal Comunitário vem buscando aperfeiçoar as técnicas desenvolvidas no manejo, de acordo com as mudanças nas legislações específica ao manejo florestal e tentando torná-las compatíveis com a realidade local.

     

     

  • Cartilhas

    Manejo florestal comunitário na Várzea da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá

    Ano: 2011

    Público: manejadores de manejo florestal comunitário


    A cartilha tem o objetivo de informar e tirar dúvidas sobre o funcionamento do manejo florestal na área de várzea da Reserva Mamirauá. A prática de manejo da floresta é uma das formas mais eficientes de ser conservar as florestas, fazendo seu uso de forma sustentável para que estas possam ser utilizadas pelas gerações futuras.

     

  • O Macaqueiro

    Produção de artesanato com Cauaçu

    Ano: 2008

    Outubro a dezembro de 2008

     

  • O Macaqueiro

    Serraria portátil diminui o impacto da exploração florestal

    Ano: 2007

    Julho a setembro de 2007

     

  • O Macaqueiro

    Artesãs e as experimentações participativas em oficina de manejo do cauaçu na Reserva Amanã

    Ano: 2007

    Janeiro a março de 2007

     

Repercussão

Financiadores

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