Institucional

Áreas de atuação

Nos últimos anos, o Instituto Mamirauá vem ampliando suas áreas de áreas de atuação, inicialmente concentradas nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, no estado do Amazonas. Essa ampliação vem ocorrendo de várias formas, seja por meio da execução de atividades em outras áreas da Amazônia, seja pela replicação dos métodos de conservação implementados na região. 

As atividades desenvolvidas em Mamirauá e Amanã funcionaram, e ainda funcionam, como um grande experimento de conservação e desenvolvimento social sustentável. Até o presente, a proposta de agregar o conhecimento tradicional testado e comprovado, com o conhecimento produzido pelos princípios da pesquisa científica, que é desenvolvida pelo Instituto Mamirauá e seus parceiros, permanece como um dos pilares deste conjunto de ações. Busca-se criar e consolidar modelos de uso da biodiversidade apoiados em sólida base científica, e que possam ser replicados participativamente em outras partes da Amazônia, do Brasil e do exterior, ainda que localizadas fora de áreas protegidas ou de territórios especiais.

A partir de 2009 estas experiências de replicabilidade do modelo Mamirauá abriram um grande leque de desafios que é a necessidade de replicar estas boas experiências e estas melhores práticas em outros pontos da Amazônia, disseminando os conhecimentos obtidos a partir dos programas de pesquisas, dos protocolos de manejo sustentável e participativo dos recursos naturais, estendendo os benefícios para outras populações tradicionais necessitadas e historicamente marginalizadas pelo modelo hegemônico de desenvolvimento praticado na Amazônia nas últimas oito décadas.

São João da Ponta (PA) - Fernando Sette
Rio Aripuanã (AM) - Marcelo Ismar Santana
Parque Nacional do Cabo Orange - Amapá (AP) - Bernardo Oliveira

Reserva Mamirauá

Mamirauá é a primeira Reserva de Desenvolvimento Sustentável brasileira, criada por decreto do Governo do Amazonas. A proposta de uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável é conciliar a conservação da biodiversidade com o desenvolvimento sustentável numa unidade habitada também por populações humanas.

A reserva Mamirauá está localizada a cerca de 600 km a oeste de Manaus, na região do curso médio do rio Solimões. Sua extensão abrange os municípios de Uarini, Fonte Boa e Maraã. Outros importantes municípios amazonenses situam-se em sua área de influência como Jutaí, Alvarães e Tefé, o principal centro urbano da região.

Antes de ser uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável, Mamirauá foi definida como uma Estação Ecológica, a partir de solicitação feita em 1985 pelo pesquisador José Márcio Ayres para a então Secretaria de Meio Ambiente da Presidência da República. O pedido foi feito para proteger o macaco uacari-branco, espécie estudada por Ayres em seu doutorado.

O nome Mamirauá vem do lago localizado no coração da reserva e seu significado mais aceito é filhote de peixe-boi. Trata-se de um lugar singular: um complexo ecossistema de lagos, lagoas, ilhas, restingas, chavascais, paranás e muitas outras formações, que permanece de 7 a 15 metros debaixo d'água por seis meses no ano.

Marcelo Ismar Santana

Reserva Amanã

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã está localizada na região do médio curso do rio Solimões, próximo à confluência com o rio Japurá, a aproximadamente 650 km, a oeste da cidade de Manaus. Amanã é uma das maiores áreas protegidas em floresta tropical na América do Sul, abrange terras dos municípios de Maraã, Barcelos e Coari e seu nome significa caminho da chuva.

Associada aos vizinhos: Parque Nacional do Jaú (2.272.000 ha) e  Reserva Mamirauá (1.124.000 ha), forma uma área contígua de proteção com cerca de 5.746.000 ha, área superior aos territórios de países como Costa Rica e Suíça.Amanã representa uma unidade de conservação de alto valor em termos da sua biodiversidade, pois abrange florestas de várzea e terra firme.

Um dos fatores mais importantes na distribuição, comportamento e diversidade de formas de vida presentes na reserva é a variação sazonal no nível da água causada pelo padrão anual do regime de inundação dos rios e lagos da região. No período da cheia, forma-se uma área de floresta inundada (igapó). Porém, a quantidade de floresta inundada é menor em comparação com as áreas de várzea, e compreende uma pequena faixa ao longo do perímetro do lago Amanã.

André Dib

Financiadores

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