Antecedendo Simpósio sobre Conservação, minicurso aborda antropologia ecológica e ambiental

Publicado em: 30 de junho de 2014

Ocorreu na manhã de hoje, dia 30, o minicurso “Antropologia Ecológica e Ambiental: Aspectos teóricos e aplicados”, ministrado pelo professor Rui Murrieta, da Universidade de São Paulo. O minicurso faz parte das atividades do 11º Simpósio sobre Conservação e Manejo Participativo na Amazônia, promovido pelo Instituto Mamirauá, que inicia amanhã, dia 1º de julho e se estende até o dia 3.
 
Rui Murrieta é antropólogo e trabalha principalmente com a Antropologia ecológica e ambiental. Exercendo o cargo de Professor Doutor do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva, no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, Rui desenvolve pesquisas principalmente sobre alimentação, nutrição, ecologia, caboclos, quilombolas, floresta amazônica e mata atlântica. Para este minicurso, “o que eu resolvi fazer foi apresentar para vocês o meu curso na pós-graduação, na área que eu atuo, que é a antropologia ecológica e ambiental, onde eu tento mostrar a integração das várias áreas e como essas questões interdisciplinares podem ser trabalhadas e o desdobramento disso para as pesquisas na Amazônia ”, afirmou Rui. 
 
Cerca de 50 participantes assistiram ao minicurso. Ana Carolina de Lima, pesquisadora associada do Intituto Mamirauá, também participou da atividade. Conduzindo a pesquisa O Uso do Bolsa Família Sob a Perspectiva das Crianças: Fluxo de Recursos Alimentares em Comunidades Ribeirinhas no Amazonas, Ana Carolina diz que “o curso trata exatamente sobre o que eu estudo, e também é a especialidade do meu orientador. Então eu quis conhecer esta outra perspectiva, com um professor da Universidade de São Paulo, que também trabalha com alimentação. Como eu já li muita coisa dele, estava interessada em participar”.
 
Como uma primeira apresentação do tema, o minicurso traçou um grande mapa sobre a diversidade e as possibilidades de abordagem na área de Antropologia ecológica e ambiental. A partir disso os pesquisadores do Instituto Mamirauá poderão pensar estes conceitos ao desenvolverem seus próprios problemas de pesquisa.  “Para fazer um trabalho interdisciplinar você deve ter uma formação, e essa formação implica em você construir áreas de interseção entre a sua disciplina e as outras disciplinas onde você trabalha e orientar a pergunta de sua pesquisa de forma que ela integre todas as contribuições das disciplinas envolvidas ”, aponta Rui. 
 
Por Vanessa Eyng
 

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