Instituto Mamirauá - Conservação na Amazônia - Marcos Cardoso - https://www.mamiraua.org.br/pt-br/reservas/lideres/marcos-cardoso/

Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá

Reservas

Rafael Forte

Marcos Cardoso

Pescador

Marcos nasceu e cresceu na Reserva Mamirauá. Sempre ouviu dos seus pais que a quantidade de pirarucus, antes da redução dos estoques pesqueiros, era imensa. Acompanhe trechos da entrevista feita com ele para a campanha “Líderes da Conservação”.

Qual seu nome e o que o senhor faz?
Meu nome é Marcos Cardoso de Castro, sou morador da comunidade São Raimundo do Jarauá, sou líder da associação dos produtores do setor Jarauá, a gente trabalha na reserva com a organização comunitária e com o manejo de pirarucu do setor Jarauá.

Quem propôs que a comunidade precisava se organizar?
Foi o Instituto Mamirauá que propôs essa ideia. O Instituto Mamirauá achou essa maneira de colocar um líder comunitário em todos os setores da reserva para trabalhar com a organização comunitária, organizar os setores e desenvolver o trabalho da Reserva Mamirauá. Isso fez com que os comunitários se articulassem e procurassem trabalhar de forma legal.

E como iniciou esse trabalho do instituto com as comunidades do Setor Jarauá?
No início, o Instituto Mamirauá fez pesquisas aqui na região para buscar uma alternativa econômica para os comunitários de forma que acabasse com a pesca ilegal e que explorasse os recursos naturais de maneira sustentável, como o manejo de pirarucu que se tornou uma importante fonte de renda para os comunitários.

E quais as mudanças que esse trabalho trouxe para as comunidades da reserva?
O pessoal sentiu a mudança porque antigamente a pesca era feita de forma ilegal, sem controle e sem conhecimento. Só a partir da pesquisa do Instituto Mamirauá e a implantação do manejo de pirarucu dentro da reserva é que começaram a mudar a qualidade de vida dos comunitários, pois através da renda obtida com o manejo, melhoramos nossa condição financeira e isso é fruto do trabalho do Instituto Mamirauá dentro da reserva.

E além do manejo quais as outras formas de renda dos comunitários?
Quando começa a época do defeso, em que fica proibida a pesca de algumas espécies, os comunitários fazem o plantio de melancia e as roças para a produção de farinha, fazem isso até chegar a época de realizar o manejo.

E quais outros benefícios que essa parceria com o Instituto Mamirauá trouxe para as comunidades?
O Instituto Mamirauá trouxe essas propostas para trabalhar de forma sustentável e nós acreditamos no trabalho do Instituto Mamirauá e nessa parceria que temos, pois o instituto além de assessorar o trabalho nas comunidades, também promove cursos de capacitação de lideranças e traz informações para que os comunitários possam acompanhar os trabalhos de preservação desenvolvidos dentro da reserva.

O que representa trabalhar em parceria com o Instituto Mamirauá?
Na minha vida o que representou trabalhar com o instituto Mamirauá foi o sucesso obtido. Eu aprendi muitas coisas boas, adquiri e levei conhecimento para os moradores do nosso setor. O instituto sempre esteve junto da gente no trabalho e na organização do setor. A nossa vida mudou para melhor, pois o que temos hoje dentro do setor Jarauá é fruto da parceria com o Instituto Mamirauá e do trabalho comunitário. Antes a preservação não existia dentro das nossas comunidades e o Instituto Mamirauá nos trouxe isso, além de nos permitir a fartura de alimentos. Espero que o manejo cresça, que continue aumentando a renda que ele nos proporciona e que permaneçamos trabalhando lado a lado do Instituto Mamirauá.

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