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Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá

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Rafael Forte

Equipes do Instituto Mamirauá avaliam as ações de manejo realizadas neste ano

05/12/2016

Amanda Lelis

As ações de manejo, realizadas pela equipe do Instituto Mamirauá no ano de 2016, foram apresentadas entre os dias 30 de novembro e 2 de dezembro na sede da instituição. A equipe de técnicos e pesquisadores sociais esteve reunida durante o Seminário da Manejo de Recursos Naturais e Desenvolvimento Social (DMD), que é realizado anualmente para avaliação das atividades e discussão do planejamento para o próximo ano.  

Elenice Assis, do Programa de Manejo Florestal Comunitário, comentou que o encontro é uma oportunidade de conhecer os trabalhos desenvolvidos pelas equipes dos outros Programas do Instituto e afinar as metas e ações para o próximo ano. “O seminário é um momento em que a gente compartilha todas as atividades planejadas e o que conseguimos realizar. O que a gente nota é que, muitas vezes, conseguirmos fazer mais do que o planejado. E é um momento em que conseguimos perceber quais as estratégias que os outros grupos tomaram para solucionar os desafios, quais as parcerias estabelecidas, por exemplo. Isso é interessante, porque nos ajuda a definir nosso trabalho. No planejamento para o próximo ano, podemos coordenar as atividades da DMD na Reserva, de forma que não sobrecarregue ninguém, nem as equipes do Instituto e nem as comunidades”, contou Elenice.

Um dos projetos apresentados durante o encontro foi a Unidade de Beneficiamento de Polpa de Frutas da comunidade Boa Esperança, localizada na Reserva Amanã. O projeto está sendo realizado com o envolvimento de três programas de manejo do Instituto - unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações: o Programa de Manejo de Agroecossistemas, o Programa Qualidade de Vida e o Programa de Gestão Comunitária. “Foi muito benéfica essa ação conjunta entre as três equipes e com a comunidade. Estamos elaborando um regimento interno para a tecnologia, que vai dar segurança para o grupo de produtores e para que a unidade comece a funcionar”, comentou Josenildo Frazão, técnico em tecnologias sociais no Instituto.

A Unidade é financiada pelo Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A proposta é a organização dos agricultores da comunidade para o aproveitamento das frutas, a partir do beneficiamento e comercialização das polpas. Neste ano, já foram instalados sistemas fotovoltaicos que vão gerar energia para os freezers e demais equipamentos, a reforma do sistema de distribuição de água da comunidade, por poço artesiano, a instalação de um sistema de abastecimento de água de chuva, e a reforma do espaço onde ficará a unidade. A expectativa é que, no próximo ano, a unidade já inicie o funcionamento.

Uma novidade para 2017 é a realização de projetos com o financiamento da Gordon and Betty Moore Fundation. O apoio contribuirá para a continuidade das atividades do Instituto Mamirauá. Como parte da proposta está a realização de cursos de multiplicadores, para expandir os conhecimentos já adquiridos com os projetos de manejo, ao longo do período de atuação do Instituto Mamirauá, para outras regiões.

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