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Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá

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Rafael Forte

Em Uarini, educadores compartilham resultados

09/05/2011

09/05/2011 - Cerca de 200 estudantes se reuniram no pátio da Escola Municipal Carlos Braga, dia 4 de maio, para mostrar algumas das atividades já desenvolvidas com o uso da série de cartilhas "Peixes da Amazônia",  produzida pela Sociedade Civil Mamirauá, em cinco módulos, com apoio do Instituto Mamirauá e patrocinada pela empresa ExxonMobil. Música, dança, teatro e leitura de poesias foram algumas das ferramentas utilizadas pelos professores para transmitir o que acontece em sala de aula.

Quem mais se destacou, pela emoção, foi Luiza Luna, que tornou-se professora por influência do pai, e cuja satisfação é vivenciar momentos como esse, quando os alunos conseguem comunicar o que lêem, porque tiveram um bom aprendizado. "O nível de leitura ainda não é adequado, mas a luta é esta: oferecer o maior número possível de materiais para estimular o aprendizado", acrescentou emocionada.

Luna foi convidada pela Secretaria de Educação de Uarini para disseminar o material na cidade. "Quando fizeram o convite, eu achei que fosse um material a mais, como a gente costuma receber. Mas a coleção "Peixes da Amazônia" é especial, pois contempla a realidade das nossas crianças. Logo que eu vi, me apaixonei, pois eu sempre tive o desejo de ter um material regional. Felizmente, agora nós temos", declarou.

De acordo com a diretora, Maria José Machado da Silva, o uso da cartilha é mais uma ferramenta de educação ambiental. "Nós sempre precisamos de um material deste porte, que contemplasse as informações regionais. Agora, nós deixamos de adotar as palavras-chaves estrangeiras, substituindo-as pelas nossas palavras, ou seja, pela nossa cultura". Segundo a socióloga Edila Moura, coordenadora do Programa ExxonMobil - Mamirauá de Educação Ambiental, o uso das palavras regionais não significa que o estudante deixará de aprender sobre outras culturas e regiões. O material apresentado será o contato mais concreto com sua realidade e também sua interconexão com o mundo.

Estudar para realizar sonhos

Manuela, 4 anos, quer conhecer Manaus e tornar-se professora. Eldivanda, 10 anos, pretende formar-se em direito e "ajudar os outros". Nesse universo, de sonhos e planos, estudantes das duas escolas de Punã, no município de Uarini, receberam a expedição Sociedade Civil Mamirauá/ExxonMobil para um evento, dia 04 de maio. Em Punã, vivem cerca de 600 moradores, que há um mês passaram a ter energia elétrica 24 horas por dia.

Segundo Lenilda Fragosso de Oliveira, diretora da Escola Municipal Professor São Luiz Gonzaga, os 28 professores da unidade escolar foram capacitados para o uso das cartilhas. "O material agora é uma referência e a receptividade dos alunos está sendo excelente, pois eles aprendem a partir de conteúdos regionais", divulga.

A Sociedade Civil Mamirauá manterá o professor Josenildo Frazão da Silva acompanhando o uso diário das cartilhas. "Com esse acompanhamento, que será executado ao longo de 2011, nós vamos conversar mais e aperfeiçoar o trabalho sempre que as ideias forem surgindo", planeja Josenildo.

A expedição encerrou na quinta-feira, dia 5, na sede do Centro Itinerante de Educação Ambiental e Científica (Cieac), do Instituto Mamirauá, com a presença dos "Jovens Olhares", os adolescentes que fizeram parte de projetos de educação ambiental desenvolvidos entre 2006 e 2010. O estudante de biologia, Luzivaldo Castro dos Santos Júnior, falou do significado do projeto para sua vida: "O projeto tomou boa parte da nossa infância, da nossa adolescência. Nós conhecemos as reservas e foi uma oportunidade de comprometimento com a conservação do meio ambiente. Somos muito gratos por tudo".
por Eunice Venturi

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