Instituto Mamirauá - Conservação na Amazônia - Apresentação - https://www.mamiraua.org.br/pt-br/Florestas-de-Varzea

Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá

Florestas de Várzea

EduCoelho

Apresentação

Ecologia das Florestas de Várzea da Calha do Solimões-Amazonas: Efeitos do Regime de Alagamento e da Ação Antrópica
O presente projeto representa um esforço multi-institucional que teve início ainda em 2009, agregando parceiros do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá – IDSM, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, Universidade Federal do Pará – UFPA, e Universidade Estadual Paulista – UNESP. A partir das experiências de trabalho em grupo obtidas no Componente Áreas Alagáveis da Amazônia (AAA), da Rede GEOMA, um grupo de pesquisadores destas instituições vem construindo um projeto de investigação de longo prazo que tem como foco principal aspectos da ecologia das florestas de várzea que acompanham a calha principal da Bacia Amazônia, o Solimões-Amazonas.
 
Atualmente o projeto acaba de concluir sua segunda fase, chamada “Modelagem dos Efeitos do Regime de Alagamento e da Ação Antrópica sobre a Vegetação das Florestas de Várzea da Calha do Solimões-Amazonas” (CNPq 457515/2012-0), apoiada principalmente por um edital CNPq/PPBio-GEOMA. A fase anterior foi composta principalmente por duas iniciativas. A primeira fase também  contou com apoio de edital do CNPq, mas  obteve também apoio de outras  fontes , que permitiram o desenvolvimento das  iniciativas “Efeito de Perturbações Antrópicas sobre a Estrutura Florística e Funcionamento das Florestas de Várzea e seu Impacto sobre os Ecossistemas Aquáticos da Calha Central do Solimões-Amazonas” (CNPq 550373/2010-1) e “Estrutura da Vegetação e Ecologia das Florestas da Calha do Solimões-Amazonas” (IDSM PARC03-2011). 
 
Como principal estratégia de ação, o projeto busca focalizar os seus esforços de amostragem e análise em sítios de estudo distribuídos ao longo da calha do Solimões-Amazonas. 
 
Sítios de estudo ao longo da calha do rio Solimões-Amazonas. 1. Belém, 2. Oeiras, 3. Óbidos, 4. Manacapuru, 5. São Paulo de Olivença, 6. Gurupá, 7. RDS Mamirauá. Os círculos amarelos representam sítios que foram implantados na segunda fase projeto, e os vermelhos são sítios implantados na fase anterior. 
 
Até o momento, as perguntas centrais que o projeto busca responder são:
a) Como os principais vetores de impacto ou perturbação antrópica (pequena agricultura familiar, monocultura de ciclo curto, pecuária, exploração mineral e urbanização) se distribuem ao longo da calha do Solimões-Amazonas?
b) Em que medida a antropização causada pelas ocupações humanas ao longo da calha do Solimões-Amazonas interfere nos principais componentes estruturais das florestas de várzea (riqueza, diversidade, biomassa, etc.)?
c) Quanto desta variação encontrada se deve a fatores ambientais ao longo do gradiente oeste-leste (precipitação, regime de alagamento, etc.)?
d) De que forma o regime de alagamento diferenciado que se observa na região estuarina contribui para a organização da comunidade vegetal das florestas de várzea tidal?
e) Como podemos utilizar dados de sensoriamento remoto em radar ALOS/PALSAR para análise e espacialização dos regimes de alagamento, tipos de comunidades vegetais da várzea e alterações impostas pela antropização, visando a modelagem desses fatores em escala ecossistêmica?
 
Nas duas primeiras fases, o projeto buscou compreender em profundidade importantes aspectos da ecologia das florestas, especialmente o papel do regime hidrológico sobre a vegetação. Mas o projeto tem a intenção de manter a mobilização e os esforços combinados de seus pesquisadores, e respectivas instituições, para expandir as análises para outros aspectos da ecologia das florestas. Como próximo desafio, na sua próxima fase este projeto buscará compreender os complexos processos de sequestro e fixação de carbono nas florestas de várzea da calha do Solimões-Amazonas, num contexto preocupantes de mudanças climáticas rápidas e aumento da frequência de eventos climáticos extremos.
 

Financiadores