Técnicos avaliam ações de assessoria ao manejo de agroecossistemas em 2017

Publicado em: 29 de novembro de 2017

O segundo programa a avaliar o ano foi o Programa de Manejo de Agroecossistemas, que assessora comunidades extrativistas visando o manejo da agricultura para o uso sustentável do solo, a redução do desmatamento e o aumento de agrobiodiversidade. Segundo José Carlos Campanha, técnico do programa, a implementação das áreas de sistemas agroflorestais demanda uma equipe de pelo menos cinco agricultores. "Isso é um fator limitante para a adesão da prática pelas comunidades", afirmou o técnico.

Outra atividade destacada foi a Casa de Polpas de Frutas, inaugurada em maio, na Comunidade Boa Esperança, na Reserva Amanã, que tem como objetivo principal incentivar o aproveitamento da produção local de frutas. "A casa de polpa é um grande desafio, de assessoria para o programa, e de comercialização para a comunidade. Demanda uma organização maior pelos comunitários e será um desafio para dar andamento", disse José Carlos.

Já a assessoria técnica no manejo de abelhas sem ferrão resultou em 25 assessorias às Reservas Mamirauá e Amanã. A Floresta Nacional de Tefé também recebeu assessoria do Instituto Mamirauá com a realização de dois cursos de criação de abelhas. Para os estudantes do Centro Vocacional Tecnológico do Instituto Mamirauá foi promovida uma oficina sobre o manejo de abelhas nativas sem ferrão. Outro ponto importante da ação do programa foi o curso de multiplicadores em Maués.

Para Jacson Rodrigues, técnico do programa, o ideal da assessoria é fazer com que cada um dos assessorados se dedique um pouco mais na execução de alguns processos da atividade, sucessivamente isso vai potencializar mais as atividades. Ao longo do ano o programa também prestou assessoria para produtores de pequenos animais e deu continuidade a implantação do  sistema PRV. A proposta é baseada no Pastoreio Racional Voisin (PRV), uma técnica que vem sendo aplicada em várias regiões do país e consiste na implementação de parcelas nas áreas de criação. Isso permite o rodízio dos animais entre as áreas de pastagem e tem como fundamento princípios da sustentabilidade e uso racional do solo, considerando as características de cada bioma.

As ações do Programa de Manejo de Agroecossistemas tem o financiamento do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A avaliação acontece durante o Seminário de Avaliação da Diretoria de Manejo e Desenvolvimento, que teve início hoje (29) e se estende até sexta, dia 1º de dezembro.

Texto: Eunice Venturi

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