Simpósio é encerrado com premiação de trabalhos de pesquisa

Publicado em:  3 de julho de 2015

Os melhores trabalhos apresentados durante o 12° Simpósio sobre Conservação e Manejo Participativo na Amazônia (Simcon), promovido pelo Instituto Mamirauá, em Tefé (AM), foram anunciados no encerramento do evento, dia 03 de julho. “É sempre muito bom receber este prestígio”, disse o pesquisador Hani Bizri, um dos autores do estudo "Biologia reprodutiva de pacas fêmeas na Amazônia", vencedor em segundo lugar, na categoria apresentação oral. Os demais vencedores foram:

Na categoria apresentação oral, o trabalho "Contextos de ocupação humana nas várzeas do Solimões: uma perspectiva arqueológica" foi classificado com o primeiro lugar. O pesquisador Eduardo Kazuo Tamanaha apresentou o contexto e o histórico de ocupação humana nas várzeas do Rio Solimões por meio de dados arqueológicos obtidos nos últimos 10 anos.

Na categoria painel, em primeiro lugar, ficou a pesquisa "Unindo conhecimento ecológico local ao método de amostragem de distâncias: uma análise da abundância de primatas na Reserva Amanã", apresentado pela bióloga do Instituto Mamirauá, Lisley Lemos. O trabalho "Hemoparasitas em jabutis-amarelos (Chelonoidis denticulata) de vida livre na Reserva Amanã", apresentado pela estudante de biologia Juliete Leal, ficou em segundo lugar.

O Simpósio, que durou três dias, reuniu mais de 270 participantes para uma série de exposições de resultados de pesquisas e palestras sobre conservação da Amazônia e modos de vida das populações ribeirinhas. Pela internet, durante a transmissão ao vivo, mais de 110 pessoas acompanharam o evento, inclusive de outras partes do mundo. Além das apresentações orais, os pesquisadores também expuseram resultados dos trabalhos em pôsteres.

Nessa edição, foram 32 apresentações orais e 68 painéis expostos. Além de resultados de pesquisas das ciências naturais e sociais da equipe o Instituto Mamirauá, o evento também contou com a participação de pesquisadores de diferentes instituições do Brasil. Os trabalhos expostos, por painel ou apresentação oral, foram avaliados por uma equipe de pesquisadores, pelos critérios: conteúdo da apresentação, qualidade visual da apresentação, consistência da metodologia e resultados e desempenho do pesquisador durante a apresentação.

O diretor técnico-científico do Instituto Mamirauá, João Valsecchi do Amaral, agradeceu aos participantes. “A gente teve uma participação expressiva, com envolvimento de muitos pesquisadores, pessoas de várias instituições, de vários países”, citou.

Prêmio Jovem Conservacionista - Mamirauá | Onça-Pintada    

Antes do encerramento do evento, os participantes puderam assistir ao relato da experiência das estudantes Millena Viana e Adriane Martins, do Centro Educacional Governador Gilberto Mestrinho, que venceram o Prêmio Jovem Conservacionista 2015 e viajaram para o Pantanal como reconhecimento pelo melhor vídeo apresentado na iniciativa (veja aqui).

As vencedoras tiveram a oportunidade de conhecer as onças-pintadas no Pantanal. Segundo a pesquisadora do Instituto Mamirauá, Wezddy Del Toro, foi uma troca de experiências entre os estudantes das duas regiões, para enriquecer o aprendizado e buscar alternativas para a conservação da onça-pintada.

O Prêmio Jovem Conservacionista - Mamirauá | Onça-Pintada é uma realização da Escola da Amazônia e Instituto Mamirauá, no âmbito da Aliança para a Conservação da Onça-Pintada, com apoio da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação (SPVS), da Panthera Brasil e do SESC Pantanal.

As estudantes Millena Viana e Adriane Martins apresentaram uma canção produzida durante o trabalho. Foto: Aline Fidelix

O último dia

O último dia de apresentações do Simpósio iniciou com a "Sessão especial: Projeto Biorec/Fundo Amazônia", com apresentações sobre as atividades de educação ambiental nas Reservas Mamirauá e Amanã, ecologia florestal e dinâmica de agricultura migratória. Essas ações fazem parte do projeto “Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central” – BioREC – desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com financiamento do Fundo Amazônia.

Ao longo do dia, entre as apresentações orais, esteve a pesquisadora Hilkiene Silva, que falou sobre pesquisa realizada em duas comunidades no Médio Solimões, Assunção e São Francisco de Auiucá. O estudo busca analisar o reconhecimento e percepção dos moradores de comunidades indígenas emergentes, enquanto indígenas. Da Universidade Federal de Rondônia, a pesquisadora Mariluce Souza apresentou o projeto que propõe identificar o segmento extrativo da castanha-da-Amazônia em algumas comunidades da região Norte do país.

À tarde, resultados das pesquisas sobre os padrões de crescimento e movimentação de Iaçás, uma espécie de quelônio fluvial amazônico, também foram apresentados no evento, pela pesquisadora de quelônios do Instituto Mamirauá, Ana Júlia Lenz. O monitoramento e estudo é realizado pelo Instituto Mamirauá desde 1996, na reserva de mesmo nome.

Em resposta a uma das perguntas enviadas pela internet, a pesquisadora Ana Júlia reforçou que os dados mais importantes do trabalho são "a questão do crescimento, que é um dado antes nunca avaliado em outras pesquisas para a espécie. E também a questão do espaço que esses animais podem percorrer".

Texto: Amanda Lelis, com contribuição de Aline Fidelix

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