Série de reuniões avalia Manejo Florestal na Reserva Mamirauá

Publicado em:  8 de setembro de 2014

Durante o mês de agosto, técnicos e pesquisadores do Instituto Mamirauá reuniram-se com associações de moradores, para avaliarem em conjunto a atividade de manejo florestal. Oito reuniões ocorrem nas comunidades Ingá, São João, Bate-Papo, Nova Jerusalém, que trabalha junto com a comunidade Pentecostal, São Raimundo do Batalha, Vista Alegre, Nova Betânia e Sítio Promessa, na Reserva Mamirauá.

Em cada uma das reuniões cinco aspectos sobre o manejo foram tratados: levantamento de estoque; técnica de exploração; comercialização; atividade das associações e o compromisso com o desenvolvimento das atividades. “Avaliamos estas etapas do manejo, envolvendo os manejadores e as pessoas que participam da associação. Muita gente participa, discutindo e conversando sobre os temas que são falados e todos avaliam o trabalho da associação e da equipe, levantando os pontos negativos e positivos, as lições aprendidas e os desafios”, conta Humberto Batalha, técnico do Programa de Manejo Florestal Comunitário do Instituto Mamirauá.

Nesta avaliação listam-se diferentes aspectos do manejo, como por exemplo, quais são os equipamentos necessários, o número de pessoas envolvidas no processo, localização e escolhas de áreas, que tipo de produto será produzido ou como são feitas a abertura das áreas de exploração. A ideia é traçar um mapa do conhecimento e das dificuldades de cada associação. Neste ano a dificuldade para utilizar os aparelhos GPS foi citada por vários grupos. Elenice Assis, a coordenadora do programa, conta que “eles têm dificuldade com esta ferramenta, necessária para marcar as áreas que eles utilizam. E isso é importante, porque eles é que estão na floresta e eles precisam ser capazes de fazer estas marcações sozinhos”.

Elenice completa que “a partir desta avaliação feita por eles o programa de manejo florestal consegue visualizar o nível que eles estão, aonde eles avançaram e aonde eles ainda precisam de assessoria. Isso nos ajuda a planejar nossas ações futuras e as capacitações para cada associação”.

Este tipo de reunião ocorre desde 2001, em períodos alternados. Desde as primeiras reuniões busca-se envolver tanto os manejadores quanto os não-manejadores, pensando nas associações comunitárias como um todo.  Além disso, o Programa de Gestão Comunitária do Instituto Mamirauá também acompanha as atividades, uma vez que assessora aquelas organizações.  Isso torna a avaliação bastante ampla e coletiva. Dentro das ações propostas pelo projeto BioRec, as próximas avaliações estão programadas para os anos de 2016 e 2018.

Capacitações para equipe

Para atender as demandas dos manejadores a própria equipe do Programa de Manejo Florestal Comunitário passa por constantes qualificações, buscando a atualização e o aperfeiçoamento do corpo técnico.  Cinco integrantes do programa, durante o ano de 2014, passaram por diferentes capacitações no Instituto Floresta Tropical, em Belém. Centro de referência, a instituição forma a maioria dos profissionais que atuam no manejo florestal no Brasil.

Além disso, ocorreram na própria sede do Instituto Mamirauá capacitações sobre o uso do GPS e do software ERDAS Imagine I e II 14.0. Este último uma ferramenta fundamental para realizar processamentos em imagens adquiridas por sensores remotos, permitindo que seu usuário os projete em um sistema de coordenadas conhecido e realize diversas análises.

Estas ações fazem parte do projeto “Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central” –BioREC – desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com financiamento do Fundo Amazônia.

Por Vanessa Eyng

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