Seminário de Avaliação da Diretoria de Manejo e Desenvolvimento tem início em Tefé

Publicado em: 29 de novembro de 2017

"Jô Soares" esteve no Instituto Mamirauá hoje (29). Foi durante a apresentação do Programa de Manejo de Pesca do Instituto, na abertura do Seminário de Avaliação da Diretoria de Manejo e Desenvolvimento, que se estende até sexta-feira, dia 1º de dezembro. Jô, interpretado pelo técnico do Programa de Manejo de Pesca (PMP), Jonas Batista da Silva, entrevistou dois outros técnicos do programa, que avaliaram as ações implementadas ao longo do ano de assessoria técnica ao manejo de recursos pesqueiros.

As ações do programa tiveram início em janeiro com a viagem de avaliação e devolução de dados dos onze sistemas de manejo assessorados pelo programa. "É um momento de avaliar o manejo, o que deu certo, o que deu errado e corrigir", disse Pollianna Ferraz, técnica do programa. Após o retorno da viagem, a equipe se concentra na elaboração do relatório técnico anual do manejo de pirarucu e solicitar a quota de 2017.

Ainda em fevereiro, a equipe promoveu reuniões de revisão de regimentos internos. "Este ano, nós revisamos dois regimentos internos: do Acordo de Pesca do Capivara e Jutaí-Cleto. De tempos em tempos, os pescadores sentem a necessidade de fazer mudanças nas normas estabelecidas. A equipe do programa avalia e acompanha essas mudanças", disse Reinaldo Marinho da Conceição, técnico do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá.

Em abril, a equipe realizou o curso de multiplicadores, que envolveu cerca de 18 instituições. Segundo os organizadores, o curso oferece aos diversos atores sociais instrumentos para implementação do manejo participativo de pirarucu em ambientes de várzea da Amazônia, ajudando-os a implementar suas ações de forma mais estratégica, no contexto regional. "Essa foi uma ação que não pôde ser executada nos últimos anos por falta de recursos. Mas, com o financiamento da Fundação Moore, pôde ser retomada. É uma ação que fazemos porque não temos capacidade de alcance em prestar assessoria em outras áreas da Amazônia. Então, compartilhamos do nosso conhecimento", afirmou Pollianna.

Por demandas das organizações WWF e OPAN, entre julho e agosto, técnicos do programa prestaram consultoria para aplicação de cursos de metodologia de contagem de pirarucu. "Foram capacitados cerca de 150 pescadores", disse Reinaldo. Outras ações do programa também envolvem a participação no Centro Vocacional Tecnológico do Instituto Mamirauá, com a orientação a quatro estudantes, a participação na Assembleia Geral da Reserva Mamirauá e a realização do Encontro de Manejadores e Rodada de Negócios.

O programa também está apoiando a implementação de uma indicação geográfica do Pirarucu de Mamirauá. "Ao longo do ano, foram várias reuniões e dois seminários aqui em Tefé", lembrou Reinaldo. A IG do Pirarucu de Mamirauá é liderada pelo Sebrae, com apoio do Instituto Mamirauá. Além da assessoria ao manejo de pirarucu, o grupo também presta assessoria desde 2011. "Esse ano, acompanhamos de janeiro a outubro o grupo de manejadores. E a gente vê que o grupo vem crescendo", disse Jovane Marinho.

A apresentação terminou com uma lista de desafios, como a necessidade de políticas públicas mais eficientes, falta de recurso, insegurança (rota do tráfico), instituições públicas burocratizando mais o processo (implementação de um cadastro on-line em uma região em que a internet é bem ruim), dentre outros.

Texto: Eunice Venturi

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