Semana Nacional de Ciência e Tecnologia estimula interação entre estudantes e pesquisadores

Publicado em: 20 de outubro de 2011

 21/10/2011 – “Os animais que foram extintos podem surgir novamente?”. “O descongelamento das geleiras acontece todos os anos?”. Esses foram alguns dos questionamentos que o estudante de 11 anos, Caio Nascimento, fez à pesquisadora e coordenadora do Programa de Agricultura Familiar do Instituto Mamirauá, Bárbara Richers, durante a palestra “Como as mudanças climáticas afetam a Amazônia”. 
 Richers falou sobre as consequências dessas mudanças e, entre elas, as que são mais sentidas pelos pequenos tefeenses: a ocorrência mais frequente de grandes cheias e secas. No caso das secas, há influência direta na vida dos moradores da região, pois há dificuldades de abastecimento de água de alimento e outros itens de necessidade básica.
 Na sua sede em Tefé, o Instituto Mamirauá recebeu a comunidade escolar do município, entre os dias 17 e 19 de outubro. Durante três dias, mais de 600 pessoas visitaram a instituição, acompanhando diversas atividades, distribuídas em 5 palestras, 4 atividades lúdico-pedagógicas, 7 exposições, 5 lançamentos, além de visitas guiadas à Biblioteca Henry Walter Bates.
 Para o professor de geografia, que foi bolsista do Instituto Mamirauá, Manuel Medina Oliveira, da Escola Municipal Nazira Litaiff Moriz, os alunos tem a oportunidade de conhecer as pesquisas desenvolvidas pelo Mamirauá passando a pensar sobre como esse conhecimento científico pode auxiliá-los nas suas atividades escolares. “Isso também ajuda a despertar em alguns estudantes o desejo pela prática da ciência”, afirmou o professor.

Balanço da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2011, no Instituto Mamirauá

Eunice Venturi

Público presente: 600 pessoas
Atividades: cubo mágico das mudanças climáticas, experimento global pH do Planeta para professores de Tefé, atividade lúdico-pedagógica sobre os peixes da Amazônia e jogo das mudanças climáticas.
Palestras: 4, sendo “Como a dinâmica de cheias e vazantes interfere no ciclo da vida e na colonização das plantas”, por Auristela Conserva; “Como as mudanças climáticas afetam a Amazônia”, por Bárbara Richers; “O sensoriamento remoto e suas aplicações científicas”, por Josivaldo Modesto; “Os malefícios do uso de agroquímicos para o homem e para o ambiente”, por Rinéias Cunha e “A várzea nas mudanças climáticas”, por Sandro Augusto Rigatieri.
Exposições: banner “Análise de água em localidades da Reserva Mamirauá”, acervo entomológico, maquete de ninhos de quelônios, maquete de tecnologias sustentáveis, material biológico, maquete de manejo florestal, exposição de peixes taxidermizados, exibição de vídeos e filmes sobre “A várzea, o pasto e o lixo: grupos humanos e suas diferentes formas de inter-ação com o espaço”.
Lançamentos: 2 cartilhas, 1 vídeo, site do Instituto Mamirauá e Projeto Aquavert.

Manejo florestal comunitário agora em cartilha e vídeo
 

Elenice Assis, coordenadora do Programa de Manejo Florestal Comunitário apresenta as novas publicações. (Marco Lopes/IDSM)

O Programa de Manejo Florestal Comunitário do Instituto Mamirauá lançou a cartilha e o vídeo “Manejo Florestal Comunitário na Várzea da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá”, no dia 19 de outubro. A publicação é uma realização da Sociedade Civil Mamirauá, com patrocínio da ExxonMobil e Usaid do Povo dos Estados Unidos.
 Segundo Elenice Assis, coordenadora do programa, o objetivo da cartilha é informar e esclarecer dúvidas sobre o funcionamento do manejo florestal na Reserva Mamirauá. A cartilha foi produzida para atender ao público de manejadores florestais, compradores de madeira e a sociedade em geral. “Nós queremos que eles compreendam o processo de manejo da floresta, as normas para comercialização de madeira, os planos de manejo e a importância de manejar a madeira”, afirmou.
 A cartilha aborda aspectos gerais da Reserva Mamirauá e oferece um breve histórico do manejo florestal nesta unidade de conservação. Em seguida, apresenta um resumo da legislação florestal, explica porque fazer manejo e seus benefícios. Por fim, demonstra as etapas do manejo florestal que inclui zoneamento da área e manejo participativo, princípios do manejo, levantamento de estoque e seleção de árvores para corte, licenciamento ambiental, exploração florestal de impacto reduzido, comercialização, cubagem ou medição da madeira, exigências legais para comercialização de madeira, quem pode comprar e documentos necessários para manejador e comprador. Por Eunice Venturi

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