Segundo dia da Feira de Tecnologias Sociais ofereceu oficinas gratuitas ao público

Publicado em: 27 de outubro de 2017

Agroecologia, água e gestão compartilhada de recursos pesqueiros foram alguns dos temas das oficinas, que aconteceram na sede do Instituto Mamirauá, em Tefé

Na superfície branca, a caneta vai traçando os caminhos dos rios, curvas, ilhas, furos e lagos. Aos poucos, um pedaço da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá aparece na cartolina: fauna, flora e comunidades ribeirinhas. Quem desenha é Adriano Ferreira, membro do Acordo de Pesca Tapiira-Jurupari, aos olhos atentos de participantes da oficina “Gestão Compartilhada dos Recursos Pesqueiros”, realizada nessa quinta-feira (26), na sede do Instituto Mamirauá, em Tefé, estado do Amazonas.

A oficina fez parte da programação da 1ª edição da Feira de Tecnologias Sociais – Qualidade de Vida na Amazônia. Além dela, foram oferecidas quatro oficinas, que orientaram sobre agroecologia, agroindústria, água e construção de projetos. O tema de recursos pesqueiros atraiu um público especializado de estudantes Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM), do Centro Vocacional Tecnológico (CVT) do Instituto Mamirauá e profissionais que já trabalham com o manejo de pesca.

“A oficina foi um resumo das ações prioritárias para o manejo do pirarucu, entre elas o organizar, o zonear, o proteger, o contar, o pescar e o avaliar”, disse a coordenadora do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá, Ana Claudia Torres, que conduziu a oficina. “Nós vemos nesses espaços a oportunidade de uma integração de saberes, porque tivemos alunos de cursos técnicos, profissionalizantes e pessoas que já fazem a assessoria técnica para projetos de manejo, aprimorando um discurso com relação à perspectiva do uso coletivo dos recursos naturais”.

Na oficina, o público conheceu a história do manejo de pirarucu em áreas de várzea, metodologia desenvolvida pelo Instituto Mamirauá há mais de 20 anos, e teve uma mostra do passo a passo do processo. Na fase de “zonear”, os participantes que não vêm de áreas de Acordos de Pesca onde o manejo acontece acompanharam o desenho de uma pessoa com experiência no assunto, como o Adriano, do início da notícia. “Estou explicando qual o contorno da região do Acordo de Pesca Tapiira-Jurupari, os lagos que fazem parte do manejo e a lógica de proteção deles”, contou ele, que também é agente ambiental voluntário na região.

Durante as explicações, um grupo de três estudantes do curso técnico em Meio Ambiente do CETAM fazia uma série de perguntas, curiosas para entender como funciona o manejo de pirarucu. “Escolhi essa oficina porque é de interesse para o meu curso, adquirir mais conhecimento na área de manejo do pirarucu. Meio ambiente envolve tudo e com o manejo bem feito, a gente ajuda a natureza como um todo”, disse Ediene Silva, uma das participantes da oficina.

Sobre a feira                                                                                                                       

A 1ª edição da Feira de Tecnologias Sociais – Qualidade de Vida na Amazônia foi uma realização do Instituto Mamirauá – unidade de pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - com patrocínio da Fundação Banco do Brasil e Governo Federal.

O evento aconteceu na sede do Instituto Mamirauá, em Tefé, entre os dias 25 e 26 de outubro, com entrada gratuita. Além do público da cidade, pessoas e organizações de diferentes partes da Amazônia participaram apresentando e debatendo ideias e projetos sobre tecnologias sociais e como elas podem ou já são aplicadas na região amazônica.

Texto: João Cunha

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