Renda gerada pela produção de pesca manejada, em 2011, aumenta 30%

Publicado em: 29 de março de 2012

O Instituto Mamirauá, por meio de seu Programa de Manejo de Pesca, finalizou, na última semana, relatório técnico do manejo comunitário de pirarucu nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, promovido em 2011. De acordo com o documento, houve um aumento de aproximadamente 30% na renda gerada para os pescadores. Em 2010, a renda total foi de R$962.368,00 e, em 2011, de R$1.245.016,00.

Ao longo de 2011, o programa assessorou seis sistemas de manejo de pirarucu, envolvendo 21 comunidades ribeirinhas de cinco setores das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Amanã e Mamirauá e três Colônias de Pescadores dos municípios vizinhos (Tefé, Alvarães e Maraã). No total, 959 pescadores foram beneficiados diretamente com o manejo e 861 pessoas participaram de capacitações para o uso adequado dos recursos pesqueiros.

Segundo Ana Cláudia Torres, coordenadora do Programa de Manejo de Pesca, entre os meses de setembro a dezembro, foram capturados 5.812 pirarucus totalizando 304.420 kg, o que representa 99,2% da cota autorizada pelo Ibama. Deste volume total de produção, 301.233 kg foram comercializados. A média do peso dos pirarucus capturados foi de 52,40 kg e a média do comprimento foi de 176,24 centímetros.

A maior parte da produção (94,28%) foi comercializada no mercado local (Tefé, Alvarães e Maraã e 5,72 % da produção foi destinada ao mercado regional. O preço médio pago pelo quilo do peixe inteiro e eviscerado foi de R$ 4,65 e o faturamento bruto médio por pescador foi de R$ 1.350,34. “Nós promovemos uma avaliação com os manejadores, e repactuamos nosso compromisso conjunto para a conservação dos recursos pesqueiros das reservas e a melhoria da qualidade de vida do pescador e de sua família. Acho que esse é um dos principais resultados do manejo”, enfatizou Ana Cláudia.

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