Projeto Ilumine sua Vida leva energia elétrica para comunidade Nova Esperança, no Amazonas

Publicado em: 20 de novembro de 2017

O Instituto Mamirauá, através de parceria com a Philips Iluminação e BID, instalou postes de energia solar em frente às residências, além de um painel de energia solar na escola da comunidade

“Que luz bonita é essa que dá para ver de longe? ” Essa é uma pergunta que Antônia Cruz de Lima diz já ter respondido algumas vezes. Antônia é moradora da comunidade Nova Esperança, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, no Amazonas. A luz a que se refere vem dos seis postes de energia solar instalados pelo Instituto Mamirauá, em parceria com a Philips Iluminação e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Agora em novembro, a parceria levou energia elétrica também à escola da comunidade.

A rotina na Nova Esperança era difícil. O dia tinha que começar cedo para garantir o alimento diário, à tarde, pausa para os estudos e, à noite, apenas um pouco de tempo livre para aproveitar antes que o escuro tomasse conta e todos fossem obrigados a deitar. As coisas começaram a mudar com a instalação dos postes de energia solar em frente às casas. Os dias passaram a ser melhor aproveitados, com direito a jogo de futebol com participação de todos os moradores diariamente. Mais um problema ainda persistia. O desafio de estudar à tarde e enfrentar o calor após uma manhã de trabalho duro pescando ou na roça.

Para solucionar o problema, o Instituto Mamirauá, a Philips Iluminação e o BID, através do projeto “Ilumine sua Vida”, instalaram mais um painel de energia solar. Dessa vez na escola municipal Nova Esperança. O projeto é responsável por levar iluminação para centros comunitários, onde o acesso à rede elétrica é precário ou até mesmo inexistente. “O objetivo do projeto é promover a interação entre diferentes comunidades, moradores, além de melhorar a segurança e o acesso à educação”, explica a coordenadora de sustentabilidade da Philips, Lays Pompiani.  

De acordo com o técnico do Programa Qualidade de Vida (PQV) do Instituto Mamirauá, Josenildo Frazão, há muitas comunidades na Reserva Amanã que tem energia, mas de forma muito precária. Na comunidade Nova Esperança, no entanto, não havia nenhum gerador de energia. “Eles estavam praticamente isolados na parte de energia. Com o projeto mostramos às comunidades e aos governantes que podemos trazer energia elétrica utilizando produtos baratos e mais acessíveis à população”, explicou Josenildo.

Segundo o técnico, em viagens de campo observou-se as necessidades que os comunitários tinham.  “A energia na escola foi uma necessidade que a gente observou conversando diretamente com os comunitários. Eles relatavam a dificuldade que tinham para estudar, sendo necessário parar o trabalho deles no meio da tarde”, afirmou.

Além dos postes de energia solar em frente às casas e da iluminação dentro da escola, foram instalados pontos para carregamento de aparelhos celular. “Nós percebemos que praticamente todo mundo na comunidade tinha seu celular e que eles só o carregavam quando algum morador ligava seu motor de luz de uso pessoal”.

Sistema de abastecimento de água

Além dos postes e do painel de energia solar instalado na escola, o Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), instalou na comunidade da Nova Esperança um sistema de captação de água da chuva. O objetivo foi fornecer aos moradores uma opção de acesso à água de qualidade para o consumo. De acordo com o técnico do Instituto Mamirauá, Ademil Reis, os comunitários consumiam a água retirada diretamente do rio, o que estava longe da condição ideal para consumo.

Para Antônia de Lima, o uso da água da chuva trará mais conforto e segurança para sua família. “Não precisamos mais descer para buscar água na beira do rio, o que era até um perigo para as crianças”.

Texto: Laís Maia

 

 

 

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