Um dia para professores brincarem e aprenderem

Publicado em: 18 de abril de 2019

No dia 17 de abril, 12 professores e gestores de escolas da rede municipal de Tefé se reuniram para conhecer o projeto pedagógico Bacia Amazônica: Conectividade, Migrações e Ciência Cidadã. A oportunidade desse encontro surgiu de uma parceria entre o Instituto Mamirauá e a Secretaria Municipal de Educação de Tefé. Nesse encontro, os professores e professoras puderam conhecer o material desenvolvido para o projeto pedagógico e se aproximarem do conteúdo proposto. Puderam até se divertir e jogar com os materiais. 

E esse foi só primeiro encontro: "O objetivo dessa cooperação técnica entre o Instituto Mamirauá e a Secretaria de Educação de Tefé é oferecer a esses professores um processo formativo de 120 horas, ligados à implementação em sala de aula do projeto pedagógico", comenta Vanessa Eyng, analista de pesquisa do Instituto Mamirauá. Depois dessa primeira etapa, os professores voltarão para as escolas, onde vão trabalhar em sala de aula sobre os temas propostos pelo projeto pedagógico.

O professor Francisco Mendonça, que trabalha na Escola Municipal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ficou animado com as perspectivas: "O nosso dia de trabalho foi muito produtivo! O tema da migração dos peixes é um assunto novo, que eu posso levar para a nossa comunidade e buscar o interesse dos meus alunos, espalhando o conhecimento sobre o manejo de pesca". 

Francisco veio com mais dois colegas professores que trabalham na mesma escola. No final da oficina, quando os professores escreveram as primeiras ideias sobre a realização do trabalho em sala de aula, o grupo se juntou com mais dois professores da Escola Municipal Mayara Redman Abdel Aziz, localizada no bairro do Abial, em Tefé.  

Alessandra Guimarães, uma dessas professoras, conta que as duas escolas pretendem trabalhar com os estudantes uma mesma pesquisa sobre técnicas de pesca que os pescadores e pescadoras mais experientes usam: “Os alunos poderão ter um conhecimento aprofundado, principalmente porque podemos trabalhar de maneira interdisciplinar e com intercâmbio com as escolas. Nós queremos envolver tanto a comunidade do Socorro quanto a comunidade do Abial. Nesses locais as pessoas trabalham com a pesca, o que pode potencializar a troca de ideias, aprendendo um com o outro”. 


Quer utilizar esses materiais também? 


O projeto pedagógico  Bacia Amazônica: Conectividade, Migrações e Ciência Cidadã foram produzidos pelo projeto Ciência Cidadã para a Amazônia, ainda em 2018. Seis escolas já haviam utilizado o material em sala de aula. "As discussões com os estudantes se mostraram  muito ricas. A pesca, os peixes e os rios são temas importantes na vida das pessoas da região, e todos têm muito conhecimento para compartilhar. Esse é o maior objetivo do material desenvolvido: potencializar a troca de conhecimentos que todos os participantes têm sobre a Bacia Amazônica, seus ambientes e peixes ", completa Vanessa. 


O projeto pedagógico Bacia Amazônica: Conectividade, Migrações e Ciência Cidadã  desenvolveu jogos, cartilha para professores e disponibilizou material audiovisual para uso e sala de aula. Todos os recursos estão disponíveis aqui

Vanessa Eyng
Vanessa Eyng

O projeto Ciência Cidadã para a Amazônia

O projeto Ciência Cidadã para a Amazônia é resultado do trabalho associado da Wildlife Conservation Society (WCS) em parceria com Cornell Lab of Ornithology, Florida International University, Conservify, Instituto Mamirauá, Instituto del Bien Común, San Diego Zoo Global, Fab Lab Perú, Ecoporé, Sapopema, Universidad San Francisco of Quito, Rainforest Expeditions, Fundação Universidade Federal de Rondônia, Institut de Recherche pour le Développement, Universidad de Ingeniería y Tecnología, Instituto Sinchi, ACEER, CINCIA, ProNaturaleza, Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana, Institute for Global Environmental Strategies, Earth Innovation Institute, FAUNAGUA, e Fundación Omacha.

Também, colabora com redes como a Iniciativa Águas Amazônicas, o Projeto Amazon Fish, Rios Vivos Andinos, Amazon Dams Network e International Rivers. O projeto é possível graças ao apoio da Fundação Gordon e Betty Moore.

Texto: Vanessa Eyng


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