Pesquisa estuda a estrutura populacional de peixes nos lagos da Reserva Mamirauá

Publicado em: 28 de novembro de 2013

Listar as espécies da família de peixes Characidae presentes nas macrófitas aquáticas em lagos da Reserva Mamirauá. Esse foi o objetivo do projeto do Instituto Mamirauá “Assembleia de Characidae associados às macrófitas aquáticas em lagos da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá”, desenvolvido por Rodrigo da Silva Carvalho, estudante do ensino médio da Escola Deputado Armando de Souza Mendes. A pesquisa faz parte do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (Pibic Jr.), financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Segundo o estudante, a subfamília mais numerosa foi a Serrasalminae com 15 espécies e o grupo Incertae Sedis com 19. As menos numerosas foram Bryconinae, Cheirodontinae e Aphyoditeinae com uma espécie cada. A espécie que obteve a maior biomassa foi Triportheus angulatus com 15.112,05 gramas e a que obteve menor biomassa total foi Hemigrammus bellottii com 0,27 gramas, devido aos seus tamanhos máximos. A biomassa total de Characidae presente nas macrófitas aquáticas foi de 33.422,74 gramas.

As coletas foram realizadas mensalmente, de janeiro a dezembro de 2012 em plantas aquáticas de cinco lagos da Reserva Mamirauá: Lago Araçázinho, Juruá Grande, Taracoá, Pagão e Tracajá. “O material de captura utilizado foi rede de arrasto com 35 metros de comprimento, nove metros de altura e malha de 2,5 mm entre nós opostos, que cercava uma área de 16m2 de macrófitas (plantas) aquáticas em cada lance”, afirmou o estudante.

Foram realizados cinco lances (repetições) por lago em cada mês coletado. As espécies coletadas foram identificadas e anotadas informações a respeito da data e local de captura das espécies de peixes, a divisão das espécies por família subfamília e por fim, a biometria dos exemplares coletados. Ao todo, a pesquisa identificou nove famílias e 48 subfamílias da espécie.

Ao final do estudo, verificou-se que os bancos de macrófitas aquáticas dos cinco lagos eram compostos por 5.891 exemplares de peixes distribuídos em 48 espécies, em oito subfamílias e um grupo Incertae Sedis, formado por peixes sem táxons definidos. Esse grupo é formado por animais de pequeno porte que utilizam as plantas aquáticas para refúgio, enquanto outras subfamílias como a Serrasalminae podem utilizá-las também para predar outras espécies.

Para Danielle Pedrociane, orientadora da pesquisa, o trabalho tem o intuito de descobrir quais espécies são mais relevantes e como estão distribuídas neste habitat de capim flutuante. “Através dessa pesquisa poderemos saber quais as espécies de caracídeos vivem nas macrófitas aquáticas, principalmente porque alguns membros desta família tem grande interesse comercial. Também é possível avaliar a estrutura de população dos jovens e adultos e saber qual a importância dessas espécies utilizarem esse ambiente, seja como refúgio, reprodução ou berçário”, afirmou Danielle.

Texto: Francisco Rosa

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