Pescadores trocam experiências para o manejo de pirarucu na Amazônia

Publicado em: 13 de novembro de 2017

Em intercâmbio promovido pelo Instituto Mamirauá, pescadores de Rondônia vão visitar as Reservas Mamirauá e Amanã, no Amazonas, e conhecer de perto como é feito o manejo na região

O manejo de pirarucu no médio curso do Rio Solimões se consolidou como referência na Amazônia. Pescadores da região recorrem ao modelo desenvolvido e assessorado pelo Instituto Mamirauá como inspiração para realizar a pesca legal e racional do grande peixe das águas amazônicas. É o caso da Colônia de Pescadores Z-2 de Guajará Mirim, em Rondônia. A partir desta terça-feira (14), representantes do grupo vão visitar as Reservas Mamirauá e Amanã, no Amazonas, onde o manejo é feito há mais de 18 anos.

O intercâmbio será oferecido pelo Programa de Manejo de Pesca (PMP) do Instituto Mamirauá. De acordo com a coordenadora do programa, Ana Cláudia Torres, os pescadores de Guajará-Mirim trabalham com o manejo de pirarucu a quase 4 anos. O objetivo da visita técnica é “fortalecer o desenvolvimento da atividade, nas etapas de captura, beneficiamento e comercialização”, afirma.

A visita acontecerá nos setores Coraci, Paraná Velho, São José e Jarauá, localizados nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã. Durante cinco dias, os integrantes da Colônia de Pescadores Z-2 de Guajará Mirim vão visitar áreas de pesca, acompanhar etapas do manejo do pirarucu e conversar com os manejadores locais.

Divulgando o manejo de pirarucu

O intercâmbio entre organizações de pesca na Amazônia para divulgar o manejo de pirarucu é uma das atividades do PMP do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Em outubro, pescadores vindos de Santarém, estado do Pará, também visitaram áreas de manejo de pirarucu no Médio Solimões, em uma parceria do instituto com a FASE Amazônia.

O Instituto Mamirauá também realiza desde 2011 o “Curso de Gestão Compartilhada dos Recursos Pesqueiros com foco no Manejo Participativo de Pirarucu”. No curso, são apresentadas ferramentas e metodologias para que o manejo seja adequado a diferentes contextos locais na Amazônia. A última edição do curso, realizada em abril desse ano, teve financiamento da Fundação Gordon and Betty Moore.

Texto: João Cunha

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