Palestra apresenta experiência do manejo florestal na Reserva Mamirauá durante a Rio + 20

Publicado em: 14 de junho de 2012

Participantes que visitam as exposições no Pier Mauá, durante a conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável – Rio+20, assistiram hoje, dia 14, a palestra “Manejo Florestal Comunitário: A experiência da Reserva Mamirauá”, ministrada por Elenice Assis, coordenadora do Programa de Manejo Florestal Comunitário do Instituto Mamirauá. 

 
“O programa visa promover a conservação das florestas de várzea da Reserva Mamirauá, por meio de pesquisa e acompanhamento de um modelo de manejo florestal sustentável de menor impacto, realizado por associações comunitárias e adequado às condições econômicas, culturais e ecológicas da reserva”, disse a coordenadora na abertura da explanação.
 
O modelo de manejo proposto pelo Instituto Mamirauá é dividido em unidades de manejo a nível comunitário, com nível de organização setorial; áreas de uso florestal demarcadas por comunidade, com o mapeamento participativo, acordadas entre as comunidades; além do sistema de manejo que prevê um ciclo de corte de 24 anos para madeira de alta densidade e 12 anos para madeira de branca, com limite de exploração de 3 árvores/ha.
 
Segundo Elenice, a Reserva Mamirauá possui um potencial produtivo de manejo florestal de 30 planos de manejo; 34.627 ha efetivo manejo; 1.500 ha de talhões inventariados/ano; 4.600 árvores licenciadas/ano; 37.205m3/tora/ano. Entretanto, a dificuldade na liberação dos licenciamentos é um dos entraves à exploração manejada. “A partir do manejo, a madeira começou a ser valorizada gradativamente e o resultado é o aumento no preço pago pelos produtos”. 
 
Texto: Eunice Venturi

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