Oficina aborda direitos humanos para a proteção à saúde de jovens ribeirinhos

Publicado em: 20 de novembro de 2019

Evento reuniu profissionais de Tefé e estudantes do Centro Vocacional Tecnológico do Instituto Mamirauá

O trabalho de profissionais de educação, saúde e assistência social, integra diversas formas de saberes, sensibilização e respeito sobre o contexto cultural e étnico de cada pessoa que reside em determinada região. Essa foi uma das abordagens da oficina “Autoaprendizagem sobre interculturalidade, direitos humanos e gênero para a proteção à saúde de adolescentes e jovens”, que aconteceu nos dias 19 e 20 de novembro na sede do Instituto Mamirauá, em Tefé, Amazonas.

A primeira vez que o evento aconteceu foi em junho de 2018. Em 2019, a programação completou a sua segunda edição e, ficou a cargo de especialistas em saúde pública da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). No primeiro dia, a oficina foi realizada para cerca de 30 profissionais de educação, saúde e assistência social e de outras áreas envolvidas com o atendimento infanto-juvenil. Uma segunda atividade foi realizada para estudantes do Centro Vocacional Tecnológico (CVT) do Instituto Mamirauá, agregando novos saberes e uma produtiva troca de experiência com as especialistas.

“O nosso propósito é que as pessoas façam um atendimento ou procurem manter uma espécie de trabalho com adolescentes, que respeitem as suas culturas, as formas como eles se apresentam e tenham simpatia pela causa do adolescente, principalmente, seu modo de ser”, afirma uma das palestrantes, Maria Helena Ruzany, que é médica pela UERJ.

A médica afirma que é importante que os jovens conheçam seus direitos sobre saúde. “Muitas vezes, os adolescentes não são respeitados e têm direitos violados pela sociedade. Em consequência disso, gera-se uma juventude violenta.”

Para Geice Monhões, de 20 anos, moradora da comunidade Boa Esperança, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, a atividade é muito importante para os adolescentes e jovens do CVT. “É muito importante neste dia, que é o Dia Nacional da Consciência Negra, ficarmos sabendo informações sobre como são os direitos das pessoas, que muitas vezes são desvalorizados. Assimilamos novos conhecimentos e, tenho certeza que abriu um novo olhar de como ver as pessoas."

O CVT do Instituto Mamirauá, organização social fomentada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), tem como foco a capacitação e o aperfeiçoamento técnico de jovens produtores rurais que atuam no manejo de recursos naturais da Amazônia, com o financiamento da Fundação Moore e da Brazil Foundation.

As ações estão associadas ao Programa Qualidade de Vida (PQV) do Instituto Mamirauá. “Algumas das questões trabalhadas foram, por exemplo, a violência, preconceito, homossexualidade, populações indígenas e como essas diferentes temáticas são abordadas na atenção à saúde e de assistência social também”, ressalta Maria Cecília Gomes, coordenadora do programa.

Texto: Augusto Gomes


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