O Ictio chegou na comunidade Punã

Publicado em: 30 de julho de 2018

O Ictio já está disponível para download no Google Play! O Ictio é um aplicativo desenvolvido pelo projeto Ciência Cidadã para a Amazônia, e está focado no registro de peixes migradores importantes para a Bacia Amazônica.

E quem conheceu em primeira mão essa versão pública do Ictio foi a comunidade Punã. Nos dias 23 e 24 de julho a comunidade trabalhou junto com a equipe do Instituto Mamirauá em um treinamento de apresentação da ferramenta, que eles utilizarão no registro de suas atividades de pesca.

Antes de começar o treinamento, uma pequena reunião apresentou o projeto Ciência Cidadã para a Amazônia na comunidade, para quem ainda não o conhecia. A partir do objetivo geral do projeto, que procura entender onde e quando os peixes migram na Bacia Amazônica e quais são os fatores ambientais que influenciam essa migração, também foram discutidos os interesses da própria comunidade nessa experiência de monitoramento.

A comunidade Punã fica na beira do rio Solimões, bem perto da sede do município de Uarini. Seus moradores vivem principalmente da agricultura, com suas roças de mandioca para a produção de farinha. Mas a pesca é muito presente para o consumo das famílias e alguns moradores se dedicam à venda de peixes. E nos meses de agosto e outubro alguns pescadores se dedicam à pesca de peixes lisos na frente da comunidade. Nessa época, a pesca do surubim e do caparari é uma importante fonte de renda.

“Representantes da comunidade Punã se interessaram muito pelo projeto quando o conheceram em março desse ano, em uma apresentação durante o Curso de Formação de Agentes Ambientais Voluntários (AAVS). Assim começamos o trabalho em conjunto. E agora nós temos a oportunidade de apresentar para eles o Ictio, e continuar nossa discussão sobre esse tipo de ferramenta de monitoramento com a comunidade”, lembra Vanessa Eyng, analista de pesquisa do Instituto Mamirauá.

Na comunidade atuam vários AAVs. Eles mobilizaram a comunidade para participar do treinamento e também acompanharam as discussões sobre o Ictio. Após um passo-a-passo rápido, o grupo fez um exercício prático. Rapidamente pegaram o jeito para fazer o registro de suas Listas de Pesca.  E ficaram bastante animados: “Tendo as informações sobre cada espécies, o peso e a quantidade pescada, esse aplicativo poderá ser muito útil para os pescadores”, comentou Edilane Praia Rodrigues, depois de acompanhar o treinamento.

Edilane é AAV e aluna do Centro Vocacional Tecnológico (CVT), do Instituto Mamirauá. Para ela, “nem todos os pescadores têm familiaridade com o celular, mas as pessoas aqui do Punã que conheceram o aplicativo hoje podem ajudar nos registros. A tendência é vir mais coisas boas, porque todos ficaram interessados. O Ictio vai ficar bem presente aqui no Punã!”.

O projeto Ciência Cidadã para a Amazônia é resultado do trabalho associado da Wildlife Conservation Society (WCS) e atualmente é composto por Laboratório de Ornitologia de Cornell, Florida International University, Conservify, Instituto Mamirauá, Instituto del Bien Común, San Diego Zoo Global, Fab Lab Perú, Ecoporé, Sapopema, Universidad San Francisco of Quito, Rainforest Expeditions, Fundação Universidade Federal de Rondônia, Institut de Recherche pour le Développement, Universidad de Ingeniería y Tecnología, Instituto Sinchi, ACEER, CINCIA, ProNaturaleza, Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana, Institute for Global Environmental Strategies, Earth Innovation Institute, FAUNAGUA, e Fundación Omacha. Também, colabora com redes como a Iniciativa Águas Amazônicas, o Projeto Amazon Fish, Rios Vivos Andinos, Amazon Dams Network e International Rivers. O projeto é possível graças ao financiamento da Fundação Gordon e Betty Moore.

Texto: divulgação

 

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