“O CVT me fez ter mais responsabilidade e maturidade”

Publicado em: 20 de fevereiro de 2018

A fala é de Weigson Oleriano, um dos estudantes do Centro Vocacional Tecnológico (CVT)

Weigson Oleriano Pedroza, 19 anos, é um dos estudantes mais jovens da turma do Centro Vocacional Tecnológico (CVT) do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). De uma família de pescadores, o jovem, nascido em Tefé (AM), busca conhecimento para auxiliar a colônia de pescadores de Tefé. As atividades do Centro Vocacional Tecnológico do Instituto Mamirauá contam com recursos da Gordon And Betty Moore Foundation.

No primeiro ano, Weigson e os colegas de turma dividiram-se entre aulas das mais diversas temáticas e atividades de campo, sempre acompanhados por técnicos e pesquisadores do Instituto Mamirauá. Em 2018, chegou a hora de colocar em prática todo o conhecimento adquirido para executar os projetos desenvolvidos em parceira com suas comunidade e associações. No caso de Weigson, a colônia de pescadores de Tefé.

Segundo o estudante, o alto custo com energia elétrica é a maior problemática dos pescadores. “Antes, o maior problema era questão da vigilância, mas, atualmente, o maior desafio é o alto custo com energia elétrica, houve um aumento muito significativo nas contas de energia”, explica. Em seu projeto, ele deve abordar formas para amenizar a questão.  “Uma das iniciativas é entrar em contato com a Companhia Energética do Amazonas para mudar a classe da fábrica que, hoje, consta como industrial para uma outra mais adequada”.

Fábrica de gelo

Para atender a uma demanda dos próprios pescadores, o presidente da colônia criou uma fábrica de gelo. “A ideia era que a fábrica fosse, também, um frigorífico e passasse a comprar o peixe dos pescadores, mas, com o problema da energia, não foi possível investir nessa parte”. Por isso, o estudante pretende trabalhar para conscientizar os pescadores e a população em geral a consumirem o gelo da fábrica. “Se a fábrica voltar a dar recursos, eles vão investir em outras áreas que podem melhorar, por exemplo, a questão da vigilância, a melhoria de infraestrutura, entre outros”.

Planos para o futuro

O estudante está ansioso pela segunda parte do curso, na qual deve executar o projeto desenvolvido sob orientação de pesquisadores do Instituto Mamirauá. “Acho que essa parte prática será mais difícil porque não depende apenas de mim. Mas eu tentarei ajudar da melhor forma”.

Para Weigson, a experiência no CVT não lhe proporcionou apenas conhecimentos teóricos ou técnicos, como também um crescimento pessoal. “Além de todo o conteúdo, o CVT me fez ter mais responsabilidade e maturidade. Todo dia, a gente muda um pouco aqui dentro. Os professores estão sempre abrindo caminhos para eu conseguir ajudar cada vez mais a colônia”. E os planos após concluir o CVT? “Cursar medicina”, ele diz.

Texto: Laís Maia

 

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