Novos Agentes Ambientais Voluntários são credenciados para atuar nas Reservas Amanã e Mamirauá

Publicado em: 10 de agosto de 2016

Na última semana, 23 novos Agentes Ambientais Voluntários foram credenciados para atuar nas Reservas Mamirauá e Amanã. A partir de agora, os novos agentes vão trabalhar pela conservação das Reservas, com Educação Ambiental, vigilância e proteção das áreas. O credenciamento foi realizado no dia 2 de agosto na comunidade Nova Betel, na Reserva Amanã.

Esse credenciamento marca o alcance da meta estabelecida pelo Instituto Mamirauá - unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações -, de ter pelo menos cem agentes ambientais ativos como resultado das quatro oficinas de formação realizadas durante a vigência do projeto, que conta com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esse foi o quarto grupo de agentes que participou da oficina de formação, oferecida pela parceria entre o Instituto Mamirauá e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), por meio do Departamento de Mudanças Climáticas e Gestão de Unidades de Conservação (Demuc). Desde 2014, já foram credenciados 129 agentes ambientais voluntários que estão atuantes nas duas unidades de conservação.

Paulo Roberto e Souza, do Programa de Gestão Comunitária do Instituto Mamirauá, fez um balanço positivo do projeto e enfatizou a importância da participação dos agentes na gestão das Reservas.  “Nós temos uma percepção de que há uma aceitação boa do papel que se espera dos agentes, a responsabilidade que eles têm perante à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e às comunidades. A gente tem trabalhado muito isso: fazer o que é possível dentro desse papel de trabalhar a educação ambiental, a mediação de conflitos e outras lideranças também. Ser uma pessoa que se entenda como mais uma liderança que tem um compromisso com sua comunidade, seu setor, no sentido de somar com as lideranças já existentes”, comentou.

O Agente Ambiental Voluntário Franciney Benchimol é morador da comunidade Nova Betel. Ele dará sequência ao trabalho realizado por seu pai, que também é um agente ambiental atuante na região. “Pra mim é uma satisfação ter participado desse movimento. Eu creio que nós vamos somar nesse trabalho que meu pai já vinha fazendo há muito tempo. Com o conhecimento, vamos aprendendo muita coisa: a forma da gente mobilizar, conscientizar os comunitários do nosso setor”, disse.

Atualização

Além do credenciamento dos novos agentes, também foi realizada uma oficina de atualização com os agentes formados em 2014. A oficina aconteceu na comunidade São Raimundo do Jarauá, na Reserva Mamirauá, nos dias 03 e 04 de agosto, e reuniu 40 agentes ambientais.

A credencial como Agente Ambiental Voluntário, emitida pelo Estado, tem a validade de dois anos. Vencido esse período, os agentes passam por uma oficina de atualização dos conhecimentos para receber uma nova credencial. Paulo explica que, durante a oficina, foram trabalhados temas como o Plano de Gestão de uma Unidade de Conservação e o manejo dos recursos naturais. Atualmente, está sendo produzido o Plano de Gestão da Reserva Amanã, por isso, o assunto foi privilegiado no encontro.

Ana Cláudia Leite dos Santos se destaca entre o grupo, formado em maioria pelos homens. Moradora da comunidade Bom Jesus do Baré, na Reserva Amanã, ela desempenha o papel de agente ambiental desde 2014 e fez um convite a outras mulheres para o trabalho. “Me acho uma guerreira. Não é pra qualquer um que quer ser agente ambiental. Na minha comunidade, a única mulher que quis fui eu, porque todas têm medo. Essa oficina me fortaleceu mais no trabalho, consegui mais conhecimento. Queria passar um recado: que as mulheres criem mais coragem para serem minhas parceiras também”, enfatizou Ana. 

Erivan Moraes, que é da equipe do Demuc, afirma que o trabalho dos Agentes é de grande valia para a instituição, atuando com a mobilização e conscientização. “ Apostamos que, desta forma, as questões ambientais serão bem melhor trabalhadas. O Instituto Mamirauá contribuiu e continuará contribuindo na defesa do meio ambiente e das Unidades de Conservação. Como o programa se tornou uma política do Governo Estadual esperamos dar prosseguimento com esse lindo trabalho dos agentes”, disse.  

Texto: Amanda Lelis

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