Novos Agentes ambientais voluntários são capacitados para atuar em unidades de conservação do Amazonas

Publicado em: 19 de março de 2018

Essa foi a sétima oficina de formação de agentes ambientais voluntários realizada pelo Instituto Mamirauá, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Amazonas

O trabalho desenvolvido pelos Agentes Ambientais Voluntários (AAVs) é fundamental para o fortalecimento da proteção ambiental nas Reservas Mamirauá e Amanã, no Amazonas. Eles atuam como agentes de informação, orientando quanto à proteção do local onde vivem e auxiliando na gestão do espaço. Para fortalecer esse importante trabalho, o Instituto Mamirauá realizou a sétima oficina de Formação de Agentes Ambientais Voluntários, entre os dias 14 e 16 de março, na comunidade Jubará, Amazonas.

Um grupo de 36 pessoas participou da oficina, conduzida por uma equipe da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Amazonas (Sema). Os participantes discutiram, por meio de dinâmicas, o papel dos AAVs, o que eles podem ou não fazer, além de outros temas relacionados com o meio ambiente e a conservação dos recursos naturais. Após a oficina, os comunitários devem colocar em prática o conhecimento adquirido. “Eles retornam às suas comunidades e fazem uma experiência com os planos de trabalho elaborados durante o curso. A ideia é que eles se sintam motivados a tornar-se oficialmente um agente ambiental voluntário”, explicou Paulo Roberto Souza, técnico do Programa de Gestão Comunitária do Instituto Mamirauá.

Após três meses, a equipe deverá se reunir novamente em uma reunião de avaliação. Aqueles que forem aprovados, receberão uma credencial de Agente Ambiental Voluntário, sendo oficialmente reconhecidos como AAVs.

Com o conhecimento adquirido na oficina, o agente indígena de saneamento, Erivan Marinho, espera aprimorar o trabalho que desenvolve na aldeia São Pedro, terra indígena Cuiu-cuiu, limite com a Reserva Amanã. “Eu vim aqui aprender mais sobre como conservar o meio ambiente. Para mim, esse trabalho é muito importante e, por isso, eu quero levar esse conhecimento para as outras pessoas da minha aldeia”, afirmou.

Proteção Ambiental

A formação de AVVs é uma das apostas do Instituto Mamirauá para auxiliar as atividades de conservação ambiental nas unidades de conservação. “A gente entende que ter essas pessoas, com esse ânimo e disponibilidade, para realizar o trabalho de proteção é muito importante. Os comunitários são os primeiros interessados no uso dos recursos, e, sem proteção, não temos garantia que esses recursos perdurem”, ressaltou Paulo Roberto.

Além de atuar na capacitação dos agentes ambientais voluntários, o Programa de Gestão Comunitária do Instituto Mamirauá realiza um acompanhamento das atividades desenvolvidas por eles. “Nós realizamos quatro viagens anuais para monitorar as atividades dos AAVs. A partir desse acompanhamento, identificamos as suas necessidades e atuamos para resolver as dificuldades que eles apontam”, afirmou o educador ambiental, Hudson Araújo.

Esta ação faz parte do projeto “Participação e Sustentabilidade: O Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central” (BioREC), do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação. O projeto tem financiamento do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES).

Projeto Ciência Cidadã para a Amazônia

Durante a oficina, os participantes conheceram o projeto “Ciência Cidadã para a Amazônia”, desenvolvido pela Wildlife Conservartion Society, em parceria com o Instituto Mamirauá. Na apresentação, Vanessa Eyng, analista de pesquisa do projeto, ressaltou a importância dos peixes migratórios para a bacia do rio Amazonas. A partir do caminho de migração da dourada o grupo discutiu a importância da sistematização de dados sobre pesca.

Os comunitários receberam informações preliminares sobre o aplicativo que o “Ciência Cidadã para Amazônia” está desenvolvendo. É por meio dessa tecnologia que o projeto pretende mobilizar informações de pescadores, pescadoras, estudantes e cientistas do Brasil, do Peru e da Bolívia. A turma de AAVs deverá participar como usuária do aplicativo na primeira etapa do projeto.

Texto: Laís Maia  

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