Ciclo de reuniões avalia o uso do aplicativo Ictio

Publicado em: 19 de março de 2019

Foram 22 reuniões, 750 pessoas presentes. Desde o dia 20 de novembro até o dia 10 de março os grupos participantes do projeto Ciência Cidadã para a Amazônia têm se reunido para avaliar o trabalho que realizaram com o aplicativo Ictio. 


As reuniões ocorreram nas comunidades Boca do Mamirauá, Remanso, Costa da Ilha, Nova Esperança, Batalha de Baixo, Jarauá, São João do Ipecaçu, Boa Esperança. E também com representantes de organizações, como Associação de Pescadores de Fonte Boa, Acordo de Pesca do Atapi, Acordo de Pesca do Capivara, Colônias Z54 e Associação de Pescadores de Santo Antônio do Içá, Colônia Z23 e Sindicato de Pesca de Alvarães, Colônia Z4 e Associação de Comunitários Manejadores de Jutaí. A lista é extensa e o trabalho foi intenso. 


“Esse ciclo de reuniões foi fundamental para entendermos as dificuldades e soluções que os grupos encontram ao usarem o Ictio. Com isso, muitas sugestões surgiram para a melhoria da ferramenta e para a visualização dos dados”, aponta Vanessa Eyng, do Instituto Mamirauá. 


Além do trabalho com os grupos, também foram aproveitadas oportunidades de divulgação para outras comunidades e grupos organizados de pescadores. Durante o mês de janeiro, o projeto foi divulgado em várias reuniões que avaliam o manejo participativo do pirarucu em comunidades das Reservas Mamirauá e Amanã, e com grupos de pescadores do município de Maraã. 


Já em fevereiro, o aplicativo foi divulgado em diversas comunidades da Reserva Mamirauá, por recenseadores que estão participando do Censo dessa reserva. Alguns dos recenseadores são participantes do projeto, e já conheciam o Ictio e tinham trabalhado com um projeto pedagógico Bacia Amazônica: Conectividade, Migrações e Ciência Cidadã, desenvolvido para trabalhar o tema da migração dos peixes em escolas da região.


“Eu contei para várias pessoas que eu também participava do projeto. Mostrei as minhas listas, que eu já tinha feito, salvas no meu celular. Mostrei os dados que eu já preenchi, como eu faço para colocar as informações e depois compartilhar as listas. As pessoas gostaram bastante” comentou Raimunda Reis, recenseadora e moradora da comunidade Boa Esperança. Raimunda também é professora em sua comunidade, e usou os materiais desenvolvidos pelo projeto pedagógico, no ano de 2018. 


Linha do Tempo do projeto Ciência Cidadã
As ações do projeto Ciência Cidadã para a Amazônia já são desenvolvidas há bastante tempo. As discussões para formular a proposta ocorrem desde 2015. Em 2017, o projeto recebeu contornos mais claros. A partir de março de 2018 começaram as apresentações e articulações com os grupos participantes. Esses grupos optaram por fazer parte dessa etapa piloto, conhecendo e usando as ferramentas disponibilizadas pelo projeto. 


Os primeiros testes com o Ictio ocorreram entre maio e junho de 2018. Isso permitiu refinar o aplicativo, que foi lançado em julho. 

A partir daí ocorreu uma rodada de reuniões, com o objetivo de mostrar aos grupos como o Ictio funcionava. Depois disso, foi a vez dos grupos colocarem a mão na massa. Cada grupo estabeleceu metodologias ou designou representantes para fazer o uso do Ictio. Nesse momento, 177 pessoas participaram das atividades. Foram 21 encontros, com 19 grupos diferentes. 


A próxima etapa, que se encerrou agora, promoveu reuniões de avaliação. Além dos grupos poderem refletir sobre como haviam usado o aplicativo, também tiveram a oportunidade de estabelecer novas metas que gostariam de seguir. Essas metas têm por objetivo preparar os grupos para o Encontro Ciência Cidadã, que ocorrerá em Tefé, nos dias 3 e 4 de abril. 


“Temos uma expectativa muito positiva em relação ao encontro. Pela primeira vez participantes de diversos grupos que estão trabalhando conosco poderão se encontrar e conversar sobre o que acharam do aplicativo, como desenvolveram o trabalho, trocando as experiências que construíram durante o projeto. Além disso, teremos um espaço par discutir porque iniciativas como essa, de Ciência Cidadã e monitoramento participativo, são tão importantes, trazendo dados relevantes sobre a pesca em várias regiões da Bacia Amazônica”, projeta Vanessa Eyng. 


O projeto Ciência Cidadã para a Amazônia
O projeto Ciência Cidadã para a Amazônia é resultado do trabalho associado da Wildlife Conservation Society (WCS) em parceria com Cornell Lab of Ornithology, Florida International University, Conservify, Instituto Mamirauá, Instituto del Bien Común, San Diego Zoo Global, Fab Lab Perú, Ecoporé, Sapopema, Universidad San Francisco of Quito, Rainforest Expeditions, Fundação Universidade Federal de Rondônia, Institut de Recherche pour le Développement, Universidad de Ingeniería y Tecnología, Instituto Sinchi, ACEER, CINCIA, ProNaturaleza, Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana, Institute for Global Environmental Strategies, Earth Innovation Institute, FAUNAGUA, e Fundación Omacha.


Também, colabora com redes como a Iniciativa Águas Amazônicas, o Projeto Amazon Fish, Rios Vivos Andinos, Amazon Dams Network e International Rivers. O projeto é possível graças ao apoio da Fundação Gordon e Betty Moore.


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