No Peru, Instituto Mamirauá participa de workshop sobre monitoramento de florestas e clima

Publicado em: 25 de junho de 2018

Treinamento é oferecido pela organização Woods Hole Research Center, especializada em diagnósticos ambientais sobre clima. Instituto Mamirauá vai adaptar conhecimentos para a Amazônia Central, no Brasil

A escalada dos níveis de temperatura é uma realidade que ameaça o bem-estar e a saúde do planeta e mobiliza organizações do setor ambiental. É o caso da Woods Hole Research Center (WHRC), que realiza em junho o 4º “Workshop de Monitoramento de Florestas na Amazônia”. O evento será realizado entre 26 e 28 de junho, no Peru, e terá o Instituto Mamirauá entre os participantes.

Edições do workshop já aconteceram em outros países sul-americanos, como Brasil e Colômbia. Nos treinamentos, o foco é o de uma plataforma de análise de dados de cçima e biomassa em áreas ambientais protegidas e terras indígenas na Amazônia. A tecnologia foi desenvolvida pela WHRC, que oferece os workshops a fim de preparar pessoas “para se navegar pelo portal do banco de dados, capturar as informações desejadas e, mais importante, interpretar e analisar essas informações de maneira útil”.

“Através dessas oficinas, estamos construindo uma rede pan-amazônica de cientistas, gestores de terras, líderes indígenas e formuladores de políticas públicas equipados e treinados para usar as mais recentes ciências climáticas para o manejo conjunto da maior floresta tropical do mundo”, afirma a organização do evento.

Instituto Mamirauá

A pesquisadora Sarah Magalhães vai representar o Instituto Mamirauá no workshop. Unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o instituto trabalha nas frentes de conservação e manejo dos recursos naturais, com foco especial na Amazônia Central, Brasil.

Sarah Magalhães integra o Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal da instituição. O foco da pesquisadora são é a regeneração florestal em clareiras (áreas abertas na floresta) após a retirada das árvores para o manejo florestal.

Para ela, participar de um treinamento sobre uso de dados climáticos e biomassa para a Amazônia representa “um momento importante de aprendizado, bem como uma oportunidade para compartilhar experiências, levando o que há de conhecimento já desenvolvido para a área de várzea e o que ainda precisa ser realizado”

A expectativa da pesquisadora é “conhecer como essas ferramentas podem somar ao trabalho de monitoramento que já venho realizando na Reserva Mamirauá, onde busco avaliar como a exploração manejada de madeira afeta a regeneração floresta, que pode ter a sua produtividade influenciada por variações no clima”, afirma.

As pesquisas em ecologia florestal do Instituto Mamirauá fazem parte do projeto “Mamirauá: Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade em Unidades de Conservação (BioREC) ”. O projeto é financiado pelo Fundo Amazônia, com recursos geridos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Saiba mais: https://www.mamiraua.org.br/pt-br/biorec

Texto: João Cunha

 

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