No Dia Nacional da Educação Ambiental, Instituto Mamirauá lança cartilhas educativas

Publicado em:  2 de junho de 2016

O Instituto Mamirauá lança duas cartilhas de Educação Ambiental do Projeto Cantinho da Ciência. O material é dividido em duas publicações, a primeira com foco no público infantil e a segunda voltada para professores da rede pública. O diferencial do material didático é que oferece um conteúdo em concordância com a realidade das comunidades ribeirinhas amazônicas, abordando os temas da conservação do meio ambiente e o desenvolvimento de atividades educativas que utilizem os espaços das comunidades e valorizem o conhecimento tradicional. A divulgação das cartilhas é feita em 03 de junho, data em que se comemora o Dia Nacional da Educação Ambiental. As publicações estão disponíveis para acesso gratuito e download no site do Instituto.

As cartilhas são as primeiras de uma sequência que será lançada pela equipe de Educação Ambiental do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Claudioney Guimarães, educador ambiental no Instituto, comentou a importância de desenvolver um material em concordância com a realidade local. “Na maioria das vezes, os materiais utilizados por professores nas redes municipais e estaduais de ensino, são produzidos fora da realidade amazônica. A ideia é que as cartilhas possam mostrar possiblidades didáticas, levando em consideração o potencial do ambiente em que as comunidades e as escolas estão inseridas e também a história e o saber local”, disse.

A cartilha “Na comunidade eu aprendo: conservando o nosso ambiente” tem como público alvo os alunos. Desenvolvida com o objetivo de ser utilizada pelos professores em sala de aula, o material aborda temas como as diferenças dos ambientes de várzea e terra firme, o ciclo das águas na floresta amazônica, conservação do meio ambiente e indica como produzir mudas para acompanhamento no viveiro educativo, um dos ambientes que podem ser utilizados no processo de ensino e aprendizagem, a cartilha também indica como realizar o plantio das mudas produzidas na área da comunidade.

“A cartilha dos alunos é interativa, possibilita que o aluno possa escrever, desenhar e pintar, buscando estimulá-lo a olhar o ambiente no qual vive com outros olhos, o olhar da curiosidade e da descoberta, elementos importantes no processo de ensino e aprendizagem”, ressaltou Claudioney.

Já a cartilha “Educação e Ambiente: aprendendo com os viveiros educativos” traz para os professores possibilidades e práticas educativas que valorizam as potencialidades locais e incentivam o envolvimento de diversos atores da comunidade como contribuintes no processo educativo. “Os materiais elaborados buscam aproximar professores, mães, pais, alunos e comunidades de conteúdo e metodologias que favoreçam a produção do saber no ambiente rural”, contou Claudioney. A publicação traz também um encarte com informações aos professores de como utilizar a cartilha com os alunos.

O educador ambiental ressalta a importância desse trabalho ser feito em concordância com a realidade local, envolvendo professores, manejadores e demais comunitários nas atividades das escolas, de forma participativa e sustentável. “Na zona rural, professores e alunos convivem em um verdadeiro laboratório natural e vivo. Além disso, as comunidades onde as escolas estão inseridas trazem uma riqueza histórica e cultural que pode ser aproveitada em sala de aula, estimulando o processo de ensino e aprendizagem”, comentou o educador ambiental.

O material foi produzido com base na experiência do Instituto Mamirauá com educação ambiental nas Reservas Amanã e Mamirauá. O Instituto trabalha com os professores das comunidades da região desde o início da década de 1990, apoiando as atividades de educação ambiental.

Essa ação conta com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Acesse os materiais e faça o download gratuitamente:

Educação e ambiente: aprendendo com viveiros educativos

Na comunidade eu aprendo: conservando o nosso ambiente

Texto: Amanda Lelis

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