Nesta sexta, Globo Repórter apresenta pesquisas do Instituto Mamirauá

Publicado em: 31 de agosto de 2016

Seis dias de gravação, sete entrevistados, calor intenso. Com esse cenário, uma equipe da Tevê Globo, comandada pelo repórter Francisco José e pela jornalista Cláudia Guimarães, esteve em Tefé (AM) em maio, para gravar ações de pesquisa do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. O resultado será apresentado nesta sexta-feira, dia 2, no Globo Repórter. O programa está previsto para ir ao ar após a minissérie “Justiça”. 
 
Durante as gravações, Francisco José - que voltou à Mamirauá após 24 anos do primeiro Globo Repórter - entrevistou os pesquisadores João Valsecchi, líder do Grupo de Pesquisa em Ecologia de Vertebrados Terrestres, e Fernanda Paim, pesquisadora de primatas. Os pesquisadores acompanharam a equipe da Globo, em busca do macaco uacari-branco e do macaco-de-cheiro-da-cabeça-preta, essa última espécie só existe na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Os animais foram avistados, em vários momentos, em comportamento parental, ou seja, mães com filhotes. 
 
A reportagem também narra a história de pesquisadores em busca da onça-pintada apelidada de “fofa”. Ela foi capturada pela equipe do Instituto Mamirauá em março deste ano, e estava grávida. Dois meses depois, durante o monitoramento também conduzido pela veterinária Louise Maranhão, já havia sido avistada com os dois filhotes. Apesar de estar com colar GPS, houve dificuldade para avistar fofa (e seu filhote) durante o período, o que ocorreu somente no quarto dia de gravação. Em um rápido registro, algumas imagens foram feitas pela pesquisadora Wezddy Del Torro. 
 
Em 2014, pesquisa realizada pelo Instituto Mamirauá comprovou cientificamente que nas florestas inundáveis da Amazônia, durante o período da cheia, as onças-pintadas permanecem encima das árvores durante aproximadamente três meses do ano. É um comportamento inédito para grandes felinos, que precisam de grandes quantidades de alimento para sobreviver. Com essa comprovação, o Instituto Mamirauá e a Pousada Flutuante Uacari iniciaram a operacionalização de expedições científicas para turistas avistarem esses animais.
 
Texto: Eunice Venturi
 

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