Na Amazônia, oportunidades de emprego para técnicos e assistentes de pesquisa

Publicado em: 20 de Janeiro de 2015

O trabalho é desafiador. Requer disponibilidade para permanecer até 20 dias em campo. Aptidão física também é necessária para caminhar em trilhas diariamente. A recompensa? Ter uma experiência rica como pesquisador na maior floresta tropical do mundo. Atualmente, o Instituto Mamirauá, uma organização social e unidade de pesquisa, fomentada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, está selecionando seis profissionais para atuarem com assessoria ao manejo de recursos naturais, pesquisa de manejo pesca, conservação de felinos e botos. 
 
Neste momento, também há um edital aberto para áreas não finalísticas, de profissional contratado para atuar com tecnologia da informação. Entre as atribuições do cargo estão a de prestar suporte técnico aos usuários do Instituto Mamirauá na utilização de softwares e sistemas de rede. 
 
Outra vaga é do biólogo amazonense Luzivaldo Castro, que deixa a instituição nas próximas semanas para começar mestrado em ciência animal na Universidade Federal do Acre, em Rio Branco. Assim como Luzivaldo, mais sete bolsistas vão seguir o mesmo caminho, o de dar continuidade aos estudos. Luzivaldo começou a atuar no Instituto Mamirauá como bolsista de iniciação científica, depois estagiário e agora bolsista. 
 
“A experiência como bolsista foi de grande crescimento, tanto profissional como pessoal. Os trabalhos em campo e no laboratório me ajudaram na faculdade e nas atividades aqui no Instituto Mamirauá. Ao novo contratado, eu desejo sorte, dedicação, paciência e principalmente mente aberta, porque a oportunidade de aprendizado está lançada”, recomendou Luzivaldo.
 
O Instituto Mamirauá também procura um substituto para o biólogo mineiro Guilherme Alvarenga, que atua há quase dois anos no projeto de conservação das onças-pintadas e vai sair para iniciar o mestrado em ecologia. Experiência gratificante, é o que conta Guilherme: “Acho que a oportunidade de me juntar a uma equipe já estabelecida, com diversas linhas de pesquisa. Isso me possibilitou aprender bastante sobre vários aspectos do tema, tanto com as populações ribeirinhas atuando na conservação das onças, quanto na ecologia das mesmas”.
 
Viver no interior do Amazonas 
A sede do Instituto Mamirauá fica em Tefé, interior do estado do Amazonas, onde mora a maioria dos quase 350 profissionais que atuam na instituição. Um município com cerca de 60 mil habitantes, que fica a 545 quilômetros de Manaus, a capital do Amazonas. Como toda cidade do interior, Tefé possui desafios que incluem a oferta de energia elétrica – somente a diesel, o sistema de saúde e a falta de saneamento básico. 
 
Por outro lado, baixo índice de violência, trânsito sem congestionamentos, água em abundância. É o que relata a turismóloga sul-mato-grossense Fernanda Sá Vieira, que coordena uma equipe de 11 pessoas do Programa de Turismo de Base Comunitária do Instituto Mamirauá. Sua equipe está procurando uma pessoa para atuar com capacitação em turismo: “Além da experiência hoteleira, é fundamental que o técnico venha somar, colaborando com as capacitações da equipe”. 
 
Fernanda vive em Tefé há cinco anos e relata sua experiência: “Viver no interior do Amazonas é uma experiência incrível, tanto no plano profissional como no pessoal. Moro aqui há mais de cinco anos e garanto que a pessoa que viver esta experiência sairá daqui (às vezes nem sai [brinca]) com outro modo de ver a relação do homem com a natureza”, garante.
 
Os interessados em participar dos processos seletivos do Instituto Mamirauá podem acompanhar as vagas em www.mamiraua.org.br/editais. Na última semana, outras cinco vagas abertas e mais algumas devem surgir nos próximos dias. Para aqueles que querem saber mais sobre o município de Tefé devem acessar www.mamiraua.org.br/viver. Essa página reúne informações sobre o município, como oferta de serviços, opções de chegada e saída, entre outras. Um rico material fotográfico já dá uma ideia da beleza da região.
 
Confira as vagas disponíveis e o prazo para inscrições:
Vaga Formação Prazo para o fim das inscrições
Técnico em gestão de turismo Turismo, hotelaria ou áreas afins 26 de janeiro
Bolsista de pesquisa de técnica e conhecimentos tradicionais na pesca  Ciências Sociais ou áreas afins 30 de janeiro
Técnico de suporte de tecnologia da informação Ensino médio, conhecimentos em tecnologia da informação 07 de fevereiro
Técnico em manejo de pesca Técnico de nível médio na área de pesca 08 de fevereiro
Bolsista de pesquisa do projeto de conservação de onças Ciências Biológicas ou áreas afins 17 de fevereiro
Bolsista para monitoramento da mortalidade de botos Ciências Biológicas ou áreas afins 05 de março

 

 

 

 

 

 

 

Texto:Eunice Venturi

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