Multiplicadores: estudantes do CVT aprendem sobre o Manejo de Abelhas Nativas Sem Ferrão

Publicado em: 28 de maio de 2018

Oficina foi promovida por técnicos do Instituto Mamirauá. Os estudantes aprenderam a teoria e a prática da meliponicultura

O consumo de mel, principalmente de forma medicinal no combate a doenças pulmonares, é muito comum entre moradores de comunidades na região do Médio Solimões, no estado do Amazonas. No entanto, a extração do mel sem os devidos cuidados não proporciona um produto da melhor qualidade, devido à mistura com resíduos, contaminação, entre outros fatores. Estimular o manejo de abelhas sem ferrão é uma das estratégias do Programa de Manejo de Agroecossistemas (PMA) do Instituto Mamirauá para promover uma diversificação produtiva, o manejo sustentável dos recursos da agrobiodiversidade e geração de renda para população local. Na última semana, foi a vez dos estudantes do Centro Vocacional Tecnológico (CVT) do instituto conhecerem as práticas e técnicas da atividade.

Nos dias 23 e 24 de maio, os estudantes conheceram o processo que o manejo de Abelhas Nativas sem Ferrão, ou meliponicultura, exige. O conteúdo foi apresentado pelo técnico do PMA, Jacson Rodrigues. “Esses jovens, por serem moradores de unidades de conservação, já possuem uma relação com as abelhas. Mas não conheciam as técnicas da criação”. Ainda de acordo com o técnico, os estudantes apresentaram entusiasmo e interesse em iniciar o manejo de abelhas em suas comunidades.  “Esperamos que eles se tornem multiplicadores do manejo de abelhas nativas sem ferrão”, afirmou Jacson.

A oficina promovida pelo PMA foi o primeiro contato da estudante Theiziane Ribeiro, de Uarini, com a atividade. “Com o que vimos aqui podemos orientar outras pessoas que tiverem interesse em iniciar o manejo de abelhas”, afirmou a jovem.  

As atividades do Centro Vocacional do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) contam com recursos da Gordon And Betty Moore Foundation.

Texto: Laís Maia

 

 

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