Moradores e usuários da Reserva Mamirauá realizam XIX Assembleia Geral

Publicado em: 28 de março de 2012

Mais de 200 participantes estiveram presentes na XIX Assembleia Geral dos Moradores e Usuários da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. O evento, organizado pela Associação de Moradores e Usuários da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (Amurmam), aconteceu entre 22 e 24 de março, na comunidade Vila Barroso, município de Uarini (AM), com apoio do Instituto Mamirauá.

Entre os assuntos em pauta destacaram-se a fiscalização, a regularização fundiária e a eleição para a nova diretoria da Amurmam. O Instituto Mamirauá, apoiador da gestão da reserva, apresentou um balanço da sua atuação na unidade de conservação, correspondente ao período de 1990 até 2011.

Durante a apresentação, a coordenadora do Programa de Gestão Comunitária do Instituto Mamirauá, Marluce Mendonça, falou da missão da instituição, dos investimentos em pesquisas e da implementação de tecnologias sustentáveis. “Um dos resultados dessa atuação é a geração de renda para as comunidades, que se tornaram importantes aliados da conservação dos recursos naturais”, afirmou Marluce.

Desde 1999, quando teve início o manejo de pesca nas reservas, mais de 7 milhões de reais foram gerados com a venda de peixe manejado, beneficiando cerca de 500 pescadores anualmente. O faturamento total, com as atividades de turismo de base comunitária, já ultrapassam o montante de 1 milhão de reais.

Também na assembleia, a comunidade Viola do Panauã recebeu o Termo de Autorização de Uso Sustentável da terra, concedido pela Superintendência do Patrimônio da União (SPU), órgão do Governo Federal. Esta titulação resultou de um trabalho de regularização fundiária iniciado na Reserva Mamirauá em 2011 pela SPU, com o apoio do Instituto Mamirauá.

No último dia, a chapa Floresta Viva foi escolhida para gerir a Amurmam nos próximos dois anos de mandato, sob o comando do novo presidente, Alcione Rodrigues, que afirmou: “A nova gestão irá continuar os trabalhos e iniciar o que foi parado, atendendo as demandas dos setores de acordo com os recursos disponíveis”.

Outras instituições como o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), o Centro Estadual de Unidade de Conservação do Amazonas (CEUC) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) também estiveram representados na reunião. 

Texto: Paula Costa

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