Manejo de pirarucu aumenta renda das famílias que vivem nas reservas Mamirauá e Amanã

Publicado em:  4 de julho de 2013

Um estudo realizado em 920 domicílios, em 2011, mostrou que as famílias que fazem o manejo de pirarucu têm renda per capita maior dos que não o fazem. A atividade de pesca manejada representa aproximadamente 16% da renda dos que adotaram as práticas focadas na sustentabilidade e na preservação do meio ambiente. A pesquisa foi comandada pela socióloga Nelissa Peralta, pesquisadora do Instituto Mamirauá. 

Segundo a pesquisadora, "o manejo participativo buscar incentivar a conservação dos recursos naturais por intermédio do seu uso produtivo sustentável, estabelecendo correlação entre a sua conservação e um ganho adicional. Assim, atuando sobre o âmbito econômico, com o aumento da renda local; o âmbito sociopolítico, com a criação de sistemas de controle social que integrem o acesso aos recursos com a participação da população na sua proteção; e o ecológico, com a busca de melhores níveis de conservação dos recursos naturais renováveis". 

O estudo buscou analisar o processo de construção do manejo participativo investigando seus elementos principais: uma aliança entre conhecimento científico e tradicional; a participação comunitária e gestão compartilhada de recursos; a associação entre a conservação da biodiversidade e a geração de benefícios econômicos. 

Os benefícios econômicos advindos dos produtos da biodiversidade negociados no mercado são parte do paradigma do manejo participativo. Os sistemas de manejo locais estudados na pesquisa são resultados e resultantes de normas de uso, controle social, conflitos e negociações só se estabeleceram porque ganharam valor na economia de mercado. 

Na escala local, o manejo participativo representou principalmente um modo de relacionar-se tanto com o ambiente, quanto com o mercado, já que o manejo se refere principalmente aos produtos da biodiversidade trocados no mercado. A pesquisa foi apresentada durante o 10º Simpósio sobre Conservação e Manejo Participativo na Amazônia do Instituto Mamirauá, realizado em Tefé (AM), de 3 a 5 de julho de 2013.
 

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