Manejadores de pirarucu se reúnem em Tefé

Publicado em:  1 de agosto de 2018

Casarão das Missões, em Tefé (AM), recebeu o 10° Encontro de Manejadores de Pirarucu e a 9° Rodada de Negócios do Pirarucu Legal Proveniente de Áreas Protegidas.

Manejadores de pirarucu, técnicos, pesquisadores e representantes de instituições governamentais se reuniram, nos dias 27 e 28 de julho, para o 10° Encontro de Manejadores de Pirarucu e a 9° Rodada de Negócios do Pirarucu Legal Proveniente de Áreas Protegidas. O evento, promovido anualmente pelo Instituto Mamirauá, permite aos manejadores trocar experiências e discutir as oportunidades e desafios da atividade. “É uma oportunidade para trocar experiências com pescadores de outras áreas de manejo sobre a cadeia produtiva do Pirarucu (Arapaima gigas) e outras espécies, identificando problemas e propondo soluções para o seu melhor desempenho”, afirmou a coordenadora do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá, Ana Cláudia Torres.

Para o manejador, Josué de Castro, o encontro é fundamental para refletir sobre os desafios e garantir um melhor retorno da atividade pesqueira. “É um momento em que aprendemos bastante juntos. Vemos onde avançamos e o que precisamos melhorar”, afirmou. A programação do evento também contemplou orientações técnicas para o manejo de pesca, como comercialização, custo, produtividade e boas práticas de captura e manuseio da produção.

O evento também visa promover o contato entre pescadores, potenciais compradores de pirarucu, fornecedores de insumo e proprietários de embarcações disponíveis para frete. A Rodada de Negócios aconteceu no sábado (28).

Diagnóstico do Manejo do Pirarucu no Estado do Amazonas 

Durante o encontro de manejadores, os pescadores conheceram os dados do diagnóstico do manejo de pirarucu no Estado do Amazonas. O estudo foi produzido pela equipe do projeto Parceria para a Conservação da Biodiversidade na Amazônia, financiado pela USAID e pelo Serviço Florestal Americano. As informações apresentadas fundamentaram o diálogo entre grupos de manejo e assessorias técnicas da região do médio e alto Solimões.

Para Felipe Rossoni, do projeto Parceria para a Conservação da Biodiversidade na Amazônia, é necessário pensar coletivamente. “O pirarucu possui um conjunto de benefícios surpreendente do ponto de vista socioambiental, mas do ponto de vista econômico ainda é um desafio. A gente precisa trabalhar em cima do que podemos fazer com as condições que temos atualmente e pensar em estratégias para melhorar cada vez mais esse cenário”.

O manejo de pirarucu na Reserva Mamirauá

Desde 1998, o Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), atua junto às comunidades da Reserva Mamirauá com objetivo de promover a conservação dos recursos pesqueiros por meio do manejo participativo. O modelo de manejo participativo é reconhecido como uma experiência de grande importância econômica e cultural para a região.

O Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá tem atividades financiadas pela Fundação Gordon and Betty Moore.

Texto: Laís Maia

 

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