Livro preenche lacuna de conhecimento sobre “abelhas sem-ferrão”

Publicado em:  7 de julho de 2014

Estruturado para atender diferentes públicos, o “Guia Ilustrado das Abelhas ‘Sem-Ferrão’ das Reservas Amanã e Mamirauá, Amazonas, Brasil” é uma obra que visa preencher a lacuna no conhecimento da biodiversidade da região. Rico em ilustrações e repleto de informações sobre o manejo, o livro reúne dados científicos e sistematiza o conhecimento dos comunitários, além e ser uma importante referência para identificação das espécies de abelhas.
 
Os autores trazem dados sobre a região onde as abelhas foram coletadas, modo de vida/hábito de nidificação, plantas visitadas, descrição taxonômica, indicação de técnicas de manejo e ampla referência da bibliografia especializada que trata das espécies abordadas. A obra é repleta de fotografias coloridas dos insetos, dos ninhos e das plantas visitadas, e desenhos com representações morfológicas.  As pessoas interessadas no assunto encontrarão uma ferramenta detalhada, útil para manejar esses animais e divulgá-los como peças-chave para a conservação ambiental na Amazônia.
 
“Este projeto pode ser considerado como o primeiro trabalho de levantamento sistemático das espécies de abelhas na região estudada”, pontua a Professora Doutora e Pesquisadora do Departamento de Zoologia da UFBA (Universidade Federal da Bahia), Favízia Oliveira. A pesquisadora também é uma das autoras do livro. Para ela, o próximo passo é promover cursos entre as pessoas da comunidade para consolidar os conhecimentos gerados e registrados pelo projeto que resultaram no Guia.
 
Outra autora do livro é a pesquisadora do Instituto Mamiruauá, Bárbara Richers. Ela acredita que a aplicabilidade da pesquisa está na difusão dos resultados. “O guia apresenta novas ocorrências de espécies para o estado do Amazonas e para a região do Médio Solimões. A divulgação das informações contidas neste Guia pode colaborar na atualização dos inventários de espécies de abelhas nativas do país, e contribuir ainda com o fluxo de informações científicas e técnicas com interesse de aplicação prática pelos meliponicultores (criadores de abelhas nativas sem ferrão)”, explica Bárbara.
 
Favízia adianta que é provável haver outras espécies com potencial meliponícula e para polinização na região. “Um exemplo importante dessa possibilidade de conhecimento adicional é que, uma das espécies coletadas durante as expedições que não foi incluída no guia parece representar um gênero de Meliponini novo para a ciência”, revela a autora. “Como coletamos apenas um único exemplar, precisamos retornar ao local onde o capturamos para tentarmos a coleta de outros exemplares e localização do ninho. Assim teremos informações suficientes para podermos publicar este achado”, sinaliza a pesquisadora a respeito da importância de dar continuidade ao trabalho. 
 
O Guia de Abelhas está disponível para download aqui.
 
Por Everson Tavares. 
 

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