Instituto Mamirauá vence Prêmio IGUi Ambiental pela conservação de quelônios

Publicado em:  9 de outubro de 2015

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá venceu o Prêmio IGUi Ambiental, que teve o resultado divulgado no dia 01 de outubro. A premiação foi pelo projeto “Tartarugas aquáticas amazônicas: a vida adaptada ao ciclo anual de cheias e secas dos rios”.

O projeto competiu com outras 24 inciativas e foi o único selecionado. Como prêmio, o Instituto recebe uma quantia que contribuirá para o financiamento de ações de pesquisas do grupo, no valor de 15 mil reais. A premiação, concedida pela empresa iGUi Piscinas, visa contemplar uma instituição que desenvolve projetos que contemplam temas como biologia aquática, contaminação ambiental, sustentabilidade econômica, e outros na temática de meio ambiente, água e conservação.

“O projeto submetido ao Prêmio iGUi Ambiental trata desta relação entre o ciclo de vida das tartarugas amazônicas e o ciclo natural de cheias e secas dos rios amazônicos. Com o Prêmio, poderemos desenvolver as atividades de campo na Reserva Mamirauá em 2015 e 2016, monitorando as populações de tartarugas e suas áreas de desova, garantindo a continuidade de estudos de longo prazo e ampliando o conhecimento científico sobre estas espécies”, afirmou a pesquisadora Ana Júlia Lenz, do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O presidente da iGUi, Filipe Sisson, valorizou a atuação do Instituto Mamirauá. "Para a iGUi é uma satisfação entregar o premio iGUi Ambiental para a instituição vencedora. Nosso intuito é tentar fornecer mais subsídios para as intuições que necessitam aperfeiçoar seu trabalho com o meio ambiente para que possamos contribuir pela conservação e preservação dessa biodiversidade que nos envolve", enfatizou.

Ana Júlia ressalta que “os objetivos do projeto são: compreender melhor a influência do nível das águas na dinâmica populacional das tartarugas, e avaliar como possíveis mudanças climáticas e alterações do ciclo hidrológico poderiam influenciar as áreas de desova destas espécies”.

Há vinte anos o Instituto Mamirauá atua com o desenvolvimento de pesquisas científicas e de monitoramento populacional de três espécies de quelônios da região do Médio Solimões: a iaçá (Podocnemis sextuberculata), o tracajá (Podocnemis unifilis) e a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa). Esse estudo gera uma série histórica de dados científicos que contribui para a formulação de estratégias de conservação dos animais e do ambiente em que ocorrem. Esses trabalhos são realizados nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, no Amazonas.

A pesquisadora assegura que os estudos em longo prazo são importantes por contribuírem para a compreensão de importantes aspectos da ecologia e biologia das espécies. Outra parte do projeto é a conservação comunitária de quelônios, que é realizada pelos moradores de comunidades ribeirinhas da duas Unidades de Conservação.

Essas três espécies são classificadas como “quase ameaçadas” na lista brasileira de espécies ameaçadas de extinção, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Veja o vídeo sobre parte das pesquisas realizadas pelo Instiuto Mamirauá com a espécie:

Texto: Amanda Lelis

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