Instituto Mamirauá realiza quarto encontro de agentes ambientais no Amazonas

Publicado em: 16 de agosto de 2018

Em Tefé, no Amazonas, mais de 50 agentes ambientais voluntários se reuniram na última semana. Em pauta, problemas enfrentados pelos moradores das Reservas Mamirauá e Amanã

A reunião aconteceu no Centro de Treinamento Irmão Falco, localizado no centro da cidade, entre os últimos dias 07 e 09 de agosto. Reunidos, sessenta agentes ambientais que atuam voluntariamente em setores das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, duas grandes unidades de conservação da região. Organizado pelo Instituto Mamirauá, o IV Encontro de Agentes Ambientais Voluntários (AAVs) das Reservas Mamirauá e Amanã foi o espaço de debate entre os agentes, que vivem o cotidiano das reservas, e instituições responsáveis pela gestão estadual e local.

Entre os órgãos convidados, estiveram membros do Departamento de Mudanças Climáticas e Gestão de Unidades de Conservação (Demuc), que faz parte da Secretaria de Meio Ambiente do estado do Amazonas. A secretaria é responsável direta pela administração das reservas Mamirauá e Amanã, criadas em 1996 e 1998, respectivamente, pelo governo estadual.

Também compareceram representantes das secretarias de meio ambiente de Alvarães e Uarini, municípios cujos territórios estão integrados às reservas, e da Fundação Amazonas Sustentável (FAS). Trazendo informações atualizadas do projeto colaborativo Ciência Cidadã para Amazônia, a analista Vanessa Eyng conversou com os agentes.

O técnico do Programa de Gestão Comunitária do Instituto Mamirauá, Paulo Roberto Souza, ressaltou a falta de algumas instituições-chave no debate sobre gestão de recursos naturais e legislação ambiental, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Porém, ele destaca a capacidade e o poder de articulação dos agentes ambientais durante as discussões do encontro.

“Pudemos perceber o empoderamento desses agentes ambientais frente a esses novos formatos de gestão, já com a parceria com o Demuc. Muitos deles têm uma capacidade articulação e argumentação, nos momentos em que foi preciso e durante as apresentações em grupo”, afirma.

No encontro, foi construído uma planilha elencando 28 problemas vivenciados pelos moradores de Mamirauá e Amanã, a partir de reivindicações coletivas, e elaboradas ideias e propostas para tentar diminuir essas dificuldades. Os agentes ambientais voluntários tem a função de informar, mediar conflitos e também representam a população das reservas em reuniões públicas, compartilhando as necessidades e anseios de quem vive na região.

Os problemas listados “passam desde a ilegalidade, que está a olhos vistos nas cidades da região, com venda pirarucu ilegal, carne de caça e, agora que é verão, de quelônios, mas que também incluem a ausência de políticas públicas em geral, na educação, saúde e segurança pública”, informa o técnico do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

A formação de agentes ambientais voluntários no Amazonas é apoiada pelo Instituto Mamirauá, com financiamento do Fundo Amazônia, cujos recursos são geridos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As ações fazem parte do projeto “Mamirauá: Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade em Unidades de Conservação” (BioREC). Saiba mais.

Texto: João Cunha

 

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