Instituto Mamirauá realiza oficinas de educação ambiental sobre peixes-bois amazônicos

Publicado em: 26 de junho de 2018

Jovens de duas comunidades localizadas na Reserva Amanã, no estado Amazonas, aprenderam sobre temas relacionados ao peixe-boi amazônico, espécie vulnerável à extinção

O lago Amanã, dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, é um dos refúgios de peixes-boi amazônicos (Trichechus inunguis) no período da seca dos rios da região. Na última semana, pesquisadores do Instituto Mamirauá promoveram atividades de educação ambiental na unidade de conservação, localizada na região do Médio Solimões, estado do Amazonas. O objetivo foi sensibilizar os moradores locais sobre a conservação ambiental, em especial de peixes-boi, foco de estudos do Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos da unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

As atividades foram desenvolvidas junto aos estudantes de duas comunidades: Bom Jesus do Baré e Monte Ararate. De acordo com a pesquisadora do Instituto Mamirauá, Hilda Chávez, a educação ambiental é uma importante ferramenta para conservação dos peixes-boi. "É um momento de sensibilização e conscientização. A ideia é que a partir dessas atividades, os jovens e crianças das comunidades adotem ações de conservação de forma contínua", afirmou a pesquisadora.  

A programação abordou aspectos biológicos dos peixes-boi, principais ameaças e formas de conservação. Em seguida, os jovens testaram os conhecimentos através de brincadeiras, como jogo da memória e uma gincana de perguntas e respostas. Finalizando as atividades, a equipe do Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos encenou a peça teatral "Minha filha emalhou na malhadeira", orientando os comunitários sobre as providências que podem ser tomadas em casos da captura acidental do peixe-boi.

De acordo com Hilda, realizar atividades de educação ambiental é uma das opções de maior viabilidade para promover a conservação dos recursos naturais. Além disso, os resultados obtidos são satisfatórios. "Dá para ver que nas localidades onde essas atividades são realizadas há mais tempo, os comunitários apresentam um comportamento diferente. Eles conhecem a importância de conservar os recursos naturais", disse a pesquisadora.

Proteção ambiental em foco nas escolas

Na comunidade do Bom Jesus do Baré, 47 estudantes frequentam a escola local. José Oceni é um dos professores que estão buscando sensibilizar os alunos sobre temas relacionados ao meio ambiente. "Conscientizar os jovens de que eles são os principais interessados na proteção dos lagos e dos recursos naturais existentes nele é a nossa principal preocupação atualmente". Para o professor, a parceria com o Instituto Mamirauá, levando conhecimentos específicos sobre o peixe-boi amazônico é fundamental. "É um momento de aprendizagem não só para os estudantes, mas para os professores e comunitários em geral", afirmou o professor.

As pesquisas e atividades de conservação do peixe-boi amazônico realizadas pelo instituto Mamirauá contam com apoio e financiamento da Fundação Grupo Boticário.

Texto: Laís Maia

 

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