Instituto Mamirauá realiza oficina para criadores de abelha

Publicado em: 23 de maio de 2017

O manejo de abelhas nativas sem ferrão para coleta de mel e pólen foi o foco do evento, que tem apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

As abelhas que se agrupam em colmeias são famosas por serem cooperativas e trabalharem em equipe, agindo para o bem de todo o grupo. Essas características estão em alta também entre os criadores de abelha no interior e em volta da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, estado do Amazonas.

“Nesses tempos que a gente tem trabalhado com abelha, a gente tem ajudado muitas pessoas da comunidade, com o lucro que é tirado desse mel, ele é proveito para remédio paras crianças, paras pessoas que estão gripadas”, disse o criador de abelhas, Antônio da Silva Laranjeiras, que vive na comunidade do Quadi.

Antônio e outros criadores (ou manejadores) de abelha da região estiveram reunidos na última quarta-feira (18), na sede da comunidade Ingá, para a “Oficina de Replicação da Cartilha em Boas Práticas no Manejo das Abelhas Nativas Sem Ferrão e na Coleta do Mel e Pólen". Oferecida pelo Instituto Mamirauá, a oficina foi um momento de trocar experiências e conhecer novas técnicas e informações sobre o manejo desses animais.

Jacson Rodrigues, técnico do Programa de Manejo de Agroecossistemas do Instituto Mamirauá, explicou que muitos dos presentes na oficina participaram de capacitações anteriores do instituto como a criação, construção de caixas e transferência de abelhas dos troncos para as caixas. “A oficina foi criada para fortalecer algumas práticas, informações e também foi aberta a pessoas que querem começar o manejo”, afirmou.

Cartilha

Grande parte do conteúdo da oficina foi reunido e distribuído para os manejadores com a cartilha “Manejo de Abelhas Nativas Sem Ferrão na Amazônia Central”. A publicação traz um material ilustrado sobre as abelhas, espécies típicas das reservas Mamirauá e Amanã, como jandaíra-preta e uruçu-boi, os serviços desses animais para o ambiente, e as etapas do manejo para a coleta de mel e pólen.

“A oficina foi uma coisa boa, onde a gente tem o conhecimento de como fazer a coleta do mel e também de não destruir a abelha, criar ela, conservar, para que mais na frente ela venha a retornar, ter mel de novo”, falou Raimundo Lima da Silva, criador de abelha na comunidade de São Caetano.

A multiplicação dos conhecimentos da cartilha entre os criadores de abelha dessa região da Amazônia Central tem apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A cartilha também está disponível no site do Instituto Mamirauá para download gratuito.

Texto: João Cunha com colaboração de Jacson Rodrigues

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