Instituto Mamirauá realiza o 4º Encontro de Comunicadores Populares

Publicado em: 18 de setembro de 2012

18/09 – Nos dias 14, 15 e 16 deste mês, foi realizado, no Centro Irmão Falco, no Município de Tefé, o 4º Encontro de Comunicadores Populares do Instituto Mamirauá. 
Sob a coordenação de Lígia Kloster Apel e Marcos Lopes, ambos do  Programa de Gestão Comunitária do Instituto Mamirauá, o encontro trouxe  comunicadores populares das Reservas Mamirauá e Amanã, das Reservas do Baixo Juruá e Jutaí, e também os da Floresta Nacional de Tefé, com o objetivo de fazer uma integração da Rede Ribeirinha de Comunicação.

Um grupo de 34 pessoas, entre jovens e adultos, participou desse encontro. Além de perceberem a importância de se ter  um olhar crítico sobre as informações produzidas nos meios de comunicação e de produzirem suas próprias notícias, os comunicadores populares participaram de oficinas de vídeo e de teatro.

Durante os três dias de curso, foram abordados os seguintes temas: Conceito de Comunicação; O que é notícia na comunidade; e Entrevista (Objetivos e como fazê-la de forma eficiente). Segundo Lígia, “A entrevista comunitária possui três funções: Faz com que as pessoas se conheçam melhor; fortalece a união da comunidade e faz com que ela encontre caminhos para sua organização. Para a radialista é  muito importante que a realidade do povo seja contada por ele mesmo”.

Já Marco Lopes, técnico em comunicação popular e que há 07 anos apoia a Rede Ribeirinha de Comunicação Popular do Médio Solimões, abordou sobre a Identidade do Comunicador Popular e sua importância para a comunidade. “O comunicador deve se perceber como agente de fortalecimento das lutas da sua comunidade” comentou.

Marco Lopes e Jackson Marinho ficaram responsáveis pelas Oficinas de Vídeo, que abordaram o conceito e as técnicas de uso dos equipamentos de produção audiovisual. Sandro Regatieri, educador ambiental do instituto, foi o responsável pela oficina de teatro.

De início, Sandro trouxe o curta metragem “O crime da Atriz” que apresenta o desempenho de uma atriz inconformada por ter o seu papel reduzido pelo diretor e que tenta ampliá-lo através de uma atuação impulsiva. Através das características apresentadas no filme, os participantes partiram para os exercícios de desinibição e improvisação. Ainda como desafio, Sandro propôs uma atuação de 1 minuto na Praça Remanso do Boto. Para os outros dias da oficina, foram agendadas outras atividades teatrais e dinâmicas de grupo.

Huéfeson Falcão dos Santos, que é da Vila Sião (Flona-Tefé), que atualmente estuda em Tefé e trabalha como voluntário no ICMBio, afirmou durante essa entrevista que gostou muito do curso. “Gostei muito do curso! Ele me ajudará a melhorar a forma com que veiculo as notícias nas redes sociais como blog, facebook, etc”.

O jovem Reney Lopes Falcão, morador da Comunidade Vila Sião/Rio Bauana, que trabalha na APAFE (Associação dos Produtores Agroextrativistas da FLONA de Tefé e Entorno), veio especialmente para o encontro. Segundo ele, as expectativas após esse curso são as melhores possíveis, pois aprenderam muito no encontro do ano anterior. “Tenho intenção de seguir nessa área e, tudo o que eu puder aprender, tenho a intenção de compartilhar com os jovens da minha comunidade”.

Texto Renata Brandão

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