Instituto Mamirauá promove workshop de propriedade intelectual

Publicado em:  4 de junho de 2014

O Instituto Mamirauá, por meio do seu Núcleo de Inovação e Tecnologias Sustentáveis (Nits), promoveu ontem, dia 03, o 1º Workshop de Propriedade Intelectual do Instituto Mamirauá com o tema “ações estratégicas de inovação para a Amazônia”. Ao longo do dia, pesquisadores e técnicos acompanharam as palestras proferidas por especialistas em propriedade intelectual. Segundo Josivaldo Modesto, coordenador do Nits, o evento é uma das etapas de construção da cultura de inovação do Instituto Mamirauá, identificando oportunidades para o depósito de pedidos de patentes e o registro de Indicações Geográficas. 
 
A palestra de abertura apresentou aos participantes os conceitos básicos de propriedade intelectual. “A capacidade de invenção do homem precisa ser protegida, precisa de uma patente”, disse Marisol Cardoso, da Clarke, Modet & C⁰ - Brasil, uma empresa especializada em propriedade intelectual no Brasil. Marisol falou sobre o longo prazo de concessão de patentes. Em média, uma patente leva entre cinco e oito anos para ser emitida. “Para o Instituto Mamirauá, acreditamos que as patentes verdes podem ser mais adequadas, pois tem um tempo de emissão bem menor, aproximadamente 18 meses. Pedidos com viés sustentável podem ser enquadrados nessa categoria”, disse Marisol, acrescentando que as patentes verdes são mais caras. 
 
Em seguida, a professora doutora Maria do Perpétuo Socorro Rodrigues Chaves, Pró-reitora de Inovação Tecnológica da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), falou do processo de inovação a frente da universidade, especialmente desafios e avanços. “A falta de cultura de inovação em nossas instituições é um dos maiores desafios. Às vezes, para quem não sabe qual é o caminho, qualquer caminho serve”, analisou. A Ufam foi a primeira universidade brasileira a ter uma pró-reitoria de inovação, há pouco mais de um ano. 
 
No período da tarde, Luiz Claudio Dupim, do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi), explanou sobre indicação geográfica, que é a forma como “se convenciona chamar a identificação de um produto ou serviço originário de um local, região ou país”. Para encerrar o evento, Klerysson Santana, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, apresentou o case “guaraná de Maués” que está em processo para tornar-se uma identificação geográfica. 
 
Texto: Eunice Venturi

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