Instituto Mamirauá promove oficinas sobre manejo de abelhas sem-ferrão

Publicado em: 18 de setembro de 2014

No começo de setembro, o Instituto Mamirauá realizou na Reserva Amanã duas Oficinas de Boas Práticas de Coleta e Armazenamento de Mel e Pólen, extraídos de caixas-colmeia de abelhas nativas sem-ferrão da Amazônia. A primeira oficina foi na comunidade Boa Vista do Calafate, no dia 06, e depois na comunidade Matazulém, no dia 08. Cerca de 20 criadores participaram destas oficinas promovidas pelo Programa de Manejos de Agroecossistemas do Instituto Mamirauá.

Foram apresentadas questões fundamentais sobre os procedimentos de coleta e armazenamento do mel e do pólen, além de atividades práticas sobre cada aspecto tratado. Discutiu-se sobre a limpeza e manuseio dos equipamentos e embalagens antes, durante e depois da coleta dos produtos. Também foi abordado o uso adequado de materiais como toucas, luvas, máscaras e seringas descartáveis. Por último, questões relativas ao armazenamento foram tratadas, como por exemplo, o uso de recipientes de vidro, mais higiênico, e a proteção contra a luminosidade. Todas essas práticas são fundamentais para garantir a qualidade do produto final e a sua durabilidade.

As oficinas fazem parte de um trabalho mais amplo realizado pelo Instituto Mamirauá. “Esta etapa que nós acabamos de trabalhar é complementar e faz parte do processo que iniciamos em 2009, quando levamos essa iniciativa para os moradores das Reservas Amanã e Mamirauá. A nossa preocupação no início foi trabalhar informações que tanto valorizassem as práticas das pessoas que já se envolviam com a atividade de forma tradicional, mas também oferecer uma alternativa para viabilizar a produção continua do mel através do manejo, em vez de somente extraí-lo quando encontravam ninhos nas matas”, conta Jacson Rodrigues, técnico do Instituto Mamirauá.  

Desta forma, busca-se melhorar as práticas realizadas nos meliponários, nome dado ao local onde as caixas-colmeias estão instaladas. Com a técnica de multiplicação destes ninhos não é necessário pressionar novos ninhos na floresta nem pressionar a população de abelhas. Cada uma das oficinas já realizadas foi pensada como módulos que se complementam e consolidam a atividade de manejo de abelhas sem-ferrão. Assim, informações e atividades práticas em oficinas e nas assessorias técnicas contínuas dão suporte, envolvendo e consolidando os criadores na atividade do manejo, tornando-os mais autônomos, experimentadores e multiplicadores destas práticas na região.

O manejo de abelhas sem-ferrão é mais uma potencial alternativa para a geração renda: o mel e o pólen são utilizados para o consumo familiar e também têm um mercado local bastante favorável. Esta é mais uma opção que complementa uma série de atividades desenvolvidas ao longo do ano pelas comunidades das Reservas Amanã e Mamirauá. Aproveitando o encontro, também foi entregue o livro “Guia Ilustrado das Abelhas Sem-ferrão das Reservas Amanã e Mamirauá, Amazonas, Brasil” [download aqui] para os criadores que participaram das pesquisas apresentadas no livro. Essa é uma forma de devolver os resultados das pesquisas que são desenvolvidas pelo Instituto Mamirauá em parceria com as comunidades.

O Guia Ilustrado fori entregue durante as oficinas. Foto: Carlos Demeterco

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