Instituto Mamirauá promove minicurso “Criando Mapas e Extraindo Dados com o WebSIG Mamirauá”

Publicado em:  1 de julho de 2014

Mapas são fundamentais para entender e visualizar a distribuição geográfica de determinados processos e fenômenos.  Através da construção de um mapa é possível dimensionar espacialmente diferentes dados levantados em atividades de campo, por exemplo.  Visando ampliar o uso dessas informações geográficas nos trabalhos de pesquisa, ocorreu ontem (dia 30 de junho) o minicurso “Criando Mapas e Extraindo Dados com o WebSIG Mamirauá”. A atividade antecedeu a abertura do 11º Simpósio sobre Conservação e Manejo Participativo na Amazônia, organizado pelo Instituto Mamirauá. 
 
Duas turmas, uma pela manhã e outra pela tarde, puderam receber orientações sobre o uso do webSIG, uma plataforma online para produção cartográfica.  Desenvolvida pelo Instituto Mamirauá, o webSIG Mamirauá é uma ferramenta que está à disposição de técnicos e pesquisadores do Instituto. “O objetivo do webSIG é dar ao pessoal algo com que eles possam trabalhar, de forma intuitiva, que não seja complicado. A ideia é difundir o uso de dados espaciais nos trabalhos e o weSIG é uma das maneiras pensadas para fazer isso”, comentou Eliane de Oliveira Neves, geógrafa do Instituto Mamirauá, uma das responsáveis pela organização do minicurso.
 
 A primeira parte das atividades apresentou aos participantes conceitos básicos de cartografia, para somente depois apresentar a ferramenta webSIG Mamirauá e seus recursos. O sistema, que parte de mapas bases das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, conta com diversas camadas de informação que podem ser agregadas, como por exemplo as delimitações de áreas de acordo de pesca, de setores políticos e de terras indígenas, a localização de comunidades, de flutuantes de pesquisa ou de sítios arqueológicos, ou até informações de hidrografia. “Além destes dados que já estão disponíveis no sistema, você também pode visualizar dados coletados em campo”, complementa Eliane. Até dados públicos podem ser agregados para a produção destes mapas. 

Wezddy Del Toro, pesquisadora do Instituto Mamirauá, entende que “o webSIG é um sistema de fácil acesso, de uso intuitivo e com uma interfase ‘amigável’ que resolve as necessidades principais de muitos pesquisadores que trabalham com dados espaciais. No meu caso vai ser fundamental para o projeto que estou desenvolvendo, já que o tema é o modelado espacial de ataques de onça-pintada a animais de criação. Considero essencial saber usar as ferramentas que o webSIG oferece, e que sem dúvida serão parte crucial para a análise e apresentação dos dados da pesquisa em que estou participando”. 

A terceira parte do minicurso apresentou o uso do webSIG Mamirauá em conjunto com o Google Earth.   “Com o webSIG você consegue produzir mapas, gerados em PDF, você consegue visualizar os dados coletados em campo, você consegue, por exemplo, que é algo que vamos ensinar no minicurso, você consegue agregar dados gerados no google Earth, que é uma ferramenta que muita gente utiliza aqui e a gente vai ensinar como acoplar o que você faz lá no Google Earth com o webSIG, criando mais um recurso à disposição”, concluiu Eliane.

Por Vanessa Eyng
 

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