Instituto Mamirauá promove debate sobre tecnologias sociais no contexto amazônico

Publicado em: 27 de outubro de 2017

O tema foi pauta de mesa redonda que encerrou a primeira edição da Feira de Tecnologias Sociais – Qualidade de vida na Amazônia

Promover a reflexão sobre o conceito de tecnologias sociais, sua representação e importância no contexto em que vivemos. Esse foi o objetivo da mesa redonda “Tecnologias sociais para o desenvolvimento local e inclusão social”, promovida pelo Instituto Mamirauá na tarde dessa quinta-feira (26). Para compor a mesa redonda, estiveram presentes Clodoaldo Ramos Pontes, coordenador técnico do Memorial Chico Mendes (MCM) e Isabel Soares de Souza, diretora do Programa de Manejo e Desenvolvimento do Instituto Mamirauá – unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologias, Inovações e Comunicações (MCTIC). O evento encerrou a programação da I Feira de Tecnologias Sociais – Qualidade de vida na Amazônia.

O coordenador do Memorial Chico Mendes deu início ao diálogo apresentando o Memorial Chico Mendes e o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS). “O CNS há mais de 30 anos defende que é preciso desenvolver a Amazônia a partir do potencial da floresta. É preciso garantir que os extrativistas sejam protagonistas desse modelo de preservação e promoção do desenvolvimento sustentável. E o Memorial Chico Mendes tem um papel importante nesse processo, sendo o responsável pela parte operacional das iniciativas”, explicou.

Em seguida, Clodoaldo apresentou o “Sanear Amazônia”, uma política pública de acesso à agua. O acesso se dá por meio da implementação de tecnologias sociais de acesso à agua por sistema pluvial, caracterizando-o como sistema de captação de água da chuva, do rio ou poço artesiano. Com a captação e tratamento da água, o Sanear melhorou a qualidade de vida de famílias extrativistas.  

Tecnologias sociais construídas junto às comunidades

A diretora do Programa de Manejo e Desenvolvimento Sustentável, Isabel Soares de Sousa, aproveitou o momento para estimular o debate a respeito do conceito de tecnologias sociais. Para ela, muitas vezes encarado de maneira equivocada. “Existem muitas tecnologias que desenvolvemos junto às comunidades sem nos darmos conta que se tratam de uma tecnologia social”, afirmou a pesquisadora.

Sistema de abastecimento de água, máquina de gelo solar, um campo de futebol iluminado por energia solar, e também outras iniciativas mais simples são algumas das tecnologias sociais de grande importância no contexto amazônico. “Tecnologias sociais são produtos, métodos, processos ou técnicas criadas para solucionar algum tipo de problema social e ambiental”, defendeu.

Isabel ressaltou o diálogo das comunidades com o meio acadêmico na construção de uma tecnologia social e usou o sistema de zoneamento do manejo florestal para exemplificar a sua fala. “O sistema de zoneamento é feito através de um mapeamento participativo. Há todo um envolvimento das comunidades. Sendo construído a partir disso: dos conhecimentos das comunidades a respeito dos recursos naturais que existem na área e do conhecimento cientifico que define áreas de importância para preservação de alguma espécie vulnerável ”.

Sobre a feira                                                                                                                       

A 1ª edição da Feira de Tecnologias Sociais – Qualidade de Vida na Amazônia foi uma realização do Instituto Mamirauá – unidade de pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - com patrocínio da Fundação Banco do Brasil e Governo Federal.

O evento aconteceu na sede do Instituto Mamirauá, em Tefé, entre os dias 25 e 26 de outubro, com entrada gratuita. Além do público da cidade, pessoas e organizações de diferentes partes da Amazônia participaram apresentando e debatendo ideias e projetos sobre tecnologias sociais e como elas podem ou já são aplicadas na região amazônica.

Texto: Laís Maia

 

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