Instituto Mamirauá promove curso para manejadores florestais

Publicado em: 10 de abril de 2015

Nos dias 09, 10 e 11 de abril ocorre na sede do Instituto Mamirauá, em Tefé (AM), o “Curso de Reposição Florestal, Certificação Digital e Sistema DOF/Ibama”. O evento é voltado para manejadores florestais que atuam nas Reservas Mamirauá. A programação envolve atividades ligadas à educação ambiental, à pesquisa científica e à assessoria técnica.

Durante o curso, os manejadores poderão conhece mais sobre o projeto “Cantinho da Ciência” e sobre as pesquisas que o Instituto Mamirauá desenvolve em Ecologia Florestal. No primeiro dia, o grupo realizou atividades práticas na Casa de Vegetação, onde estudos de germinação são conduzidos. A pesquisadora Auristela Conserva, responsável por esses estudos, acompanhou e orientou os manejadores na manipulação de mudas. A ideia é discutir a reposição florestal e as técnicas de coleta, beneficiamento e armazenamento de sementes, que poderão ser utilizadas em ações de educação ambiental e reposição florestal.

“Estamos criando essa parceria com os manejadores, suas comunidades e as escolas, por meio do projeto ‘Cantinho da Ciência’. Essa parceria é muito interessante, do ponto de vista da educação ambiental, para trabalharmos ideias sobre a conservação da floresta e uso sustentável dos recursos, envolvendo os manejadores. É importante tirar a madeira, mas também é importante repor, pela importância econômica e ecológica das espécies utilizadas”, afirma Claudioney Guimarães, educador ambiental do Instituto Mamirauá.

Noé da Paz, manejador da comunidade Barroso, na Reserva Mamirauá, conta que em sua comunidade um viveiro do projeto já foi construído. “Nós já fizemos um serviço de plantio lá, mas queremos continuar. Depois da cheia, quando começar a sair a terra a gente vai plantar mais uma vez, principalmente com as espécies que estão ficando mais difíceis, como o inamuí, jacareúba e as espécies que a gente comercializa, como o assacu, a castanharana. Nós também queremos experimentar plantar a castanheira na várzea. Se a gente derrubar uma árvore e puder plantar duas árvores na clareira, já é uma força que a gente dá”, ressalta Noé.

No segundo e terceiro dias as atividades tratarão sobre os documentos e procedimentos necessários para o cadastro e a emissão do Certificado Digital e do Documento de Origem Florestal, o DOF. Esses documentos são obrigatórios para a venda e circulação de madeira manejada, e representa um desafio para os manejadores. “Os manejadores fazem diversas etapas do manejo florestal, mas esses dois aspectos são feitos pela assessoria técnica que oferecemos. Pensando na questão da autogestão, achamos importante repassar esse curso para eles, para que eles conheçam sobre essa parte mais burocrática”, comenta Márcio Abreu, engenheiro florestal do Instituto Mamirauá.

Avaliando a proposta do curso, Márcio acrescenta que “é importante aproximarmos e conciliarmos as diferentes atividades que desenvolvemos aqui no Instituto Mamirauá, porque neste caso nós temos um mesmo público, os manejadores florestais. Nos reunimos para repassar e discutir uma maior quantidade de assuntos, relacionados ao manejo florestal. Isso torna as atividades que eles realizam mais fluídas, porque cada vez mais os manejadores têm uma visão ampla de todo o processo”. 

Essas ações fazem parte do projeto “Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central” –BioREC – desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com financiamento do Fundo Amazônia.

Texto: Vanessa Eyng

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