Instituto Mamirauá promove 7º Encontro de Manejadores de Pirarucu em Tefé (AM)

Publicado em: 24 de julho de 2014

Ocorreu em 24 de julho o 7º Encontro de Manejadores de Pirarucu. O evento reúne manejadores das Reservas Mamirauá e Amanã, representantes de instituições públicas e do Instituto Mamirauá e é uma oportunidade para avaliar o sistema de manejo e propor melhorias. Os dados da pesca manejada do ano anterior são avaliados, além de apresentar aos novos grupos práticas importantes a serem aplicadas durante o manejo, como o pré-beneficiamento do produto. Pensando e discutindo as ações de manejo e os resultados dessas,  este  encontro permite construir relações mais sólidas entre os manejadores de diferentes áreas, além de disseminar boas práticas.  
 
Na abertura, Luizão, pescador da colônia Z-32, de Maraã, lembrou da importância da pesca manejada.  "Eu aposto todas as minhas fichas, todas as minhas forças, nas ações de manejo, para que nossos filhos, nossos netos, as gerações futuras, tenham o mesmo privilégio que nós temos,  de pescar o pirarucu e de chegar aqui e pensar no trabalho que temos feito, para valorizar isso", disse Luizão.
 
Ana Cláudia, coordenadora do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá, apresentou os resultados dos grupos que foram assessorados pelo Instituto no ano anterior, além de pontuar as ações desenvolvidas pelo programa.  Reunir os manejadores é muito importante para fortalecê-los enquanto um grupo. "O encontro traz importantes orientações sobre o manejo, sobre os procedimentos que devem ser adotados e orientações técnicas sobre o transporte. E mostra que fazer manejo não é fácil, mas é possí­vel.  É uma importante estratégia de conservação e geração de renda, principalmente quando o pescador consegue internalizar a importância deste trabalho",  comentou Ana Cláudia. 
 
Também houve espaço para a discussão de um futuro decreto que regulamentará  a pesca manejada de pirarucu no estado do Amazonas. Trazer esta discussão para o encontro amplia a participação de diferentes atores na tomada de decisão, horizontalizando o processo. Órgãos reguladores do estado,  como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama),  a Secretaria Executiva de Pesca e Aquicultura e a Secretaria de Produção Rural (SEPA / SEPROR)  e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA),  estavam representados e conduziram a troca de ideias com os pescadores e com  representantes de instituições de assessoria, como é o caso do próprio Instituto Mamirauá. 
 
No final do evento o  Ibama, órgão que autoriza o manejo do pirarucu, também informou  quais áreas tiveram sua liberação de quota  para manejo concedida. Esta pesca deve ocorrer a partir de setembro deste ano.
 
Comentando sobre sua participação no encontro, Raimundo de Oliveira Queiroz, pescador presidente da colônia Z-23 de Alvarães,  afirma que  "todos aqui, como representantes, querem levar boas notí­cias para os pescadores de cada grupo, já que nós que ficamos ali no dia a dia, protegendo os lagos". Pensando nas próximas atividades, Raimundo ainda lembra que " nossa expectativa é sempre buscar o melhor preço para o peixe manejado".
 
Amanhã, dia 25, ocorrerá a  8ª Rodada de Negócios de Pirarucu Manejado. Os manejadores poderão ouvir as melhores propostas e decidir pela venda do peixe manejado. Procura-se  criar espaços de diálogo com fornecedores de insumos e apetrechos de pesca, proprietários de embarcações e compradores, por exemplo. Concretização do trabalho de um ano inteiro. 
 
Por Vanessa Eyng
 

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