Instituto Mamirauá dissemina técnicas agroflorestais no Amapá

Publicado em:  7 de fevereiro de 2014

Propor novas técnicas de sistemas agroflorestais. Esse foi um dos objetivos das capacitações promovidas pelo Instituto Mamirauá no Amapá, em 2013. A iniciativa levou as experiências da região do médio Solimões e somou à realidade da Comunidade Quilombola Mel da Pedreira, em Macapá (AP). O processo se iniciou através do trabalho desenvolvido pelo Programa de Manejo de Agroecossistemas (PMA) que capacitou os comunitários da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã em sistemas agroflorestais ao longo dos anos 2011 e 2012. 
 
Os moradores da comunidade Mel da Pedreira mostraram interesse em fortalecer a agricultura no local e o Instituto se colocou a disposição para auxiliá-los. O maior desafio é a diferença do ambiente da comunidade amapaense. “A dificuldade é que o ambiente deles é bem diferente do que temos aqui, parte das áreas são de cerrado, e a agricultura se torna mais desafiadora”, comentou a coordenadora do PMA do Instituto Mamirauá, Angela May Steward.
 
Com a parceria, os pesquisadores e técnicos fizeram três viagens em 2013 à comunidade para propor práticas agroflorestais complementares à agricultura local. O primeiro módulo realizou um diagnóstico participativo para conhecer a realidade dos sistemas de cultivos da comunidade. Já os módulos posteriores trabalharam a parte prática e teórica de sistemas agroflorestais.
 
O sistema implantado tinha como objetivo enriquecer a terra desgastada, além de iniciar o cultivo de espécies de hortaliças, leguminosas, medicinais, frutíferas e florestais. “Utilizamos a técnica chamada de ilha da fertilidade. Ela consiste em criar ambientes para receber as plantas. Criamos áreas em formatos de mandalas e fizemos a incorporação de matéria orgânica explicou o técnico agroflorestal, Samis Vieira de Brito.
 
A técnica de plantio consistia em preparar a terra para introduzir várias espécies de plantas em uma área pequena, prática desconhecida pelos comunitários de Mel da Pedreira. Segundo Brito, a explicação da técnica causou surpresa nos moradores, porém eles estavam dispostos a experimentar.
 
A incorporação das práticas pelos agricultores foi considerada uma conquista para o técnico. “No fim, vimos que eles absorveram as técnicas.” comentou o Brito que ainda relatou que alguns comunitários que participaram dos três módulos já podiam orientar os moradores que estavam iniciando o processo. “Isso é algo que não vou esquecer”, afirmou Brito.
 
Texto: Paulo Henrique Araujo

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