Iniciativa de educação ambiental enfatiza manejo florestal

Publicado em:  7 de março de 2014

Levar o conhecimento do manejador florestal a estudantes por meio de atividades práticas e sensibilização ambiental. Essa é a intenção do Instituto Mamirauá, por meio do Programa de Gestão Comunitária, com escolas de comunidades da Reserva Mamirauá. A proposta, que será executada ao longo dos próximos cinco anos, faz parte do projeto “Participação e Sustentabilidade: o uso adequado da biodiversidade e a redução das emissões de carbono nas florestas da Amazônia Central”, desenvolvido pelo Instituto Mamirauá, com financiamento do Fundo Amazônia.
 
Os moradores vão contribuir na formação complementar dos estudantes. “Queremos que o conhecimento prático dos manejadores seja levado à escola para que os alunos possam entender a importância do manejo florestal. Quais são as espécies de árvores manejadas? Quais as relações ecológicas relacionadas à floresta. Entender todo o processo”, comentou o educador ambiental do Instituto Mamirauá, Sandro Augusto Regatieri.
 
O projeto criará duas ações dentro da escola: os “Cantos da Ciência” e os miniviveiros. Nos “Cantos da Ciência”, os estudantes vão ter uma gama de materiais, disponibilizados pelo Instituto Mamirauá, que ajudarão no estudo das dinâmicas da floresta. Nesse ponto, os comunitários terão uma grande importância, já que eles trarão os materiais para estudo – sementes, frutos e folhas – e ainda passarão informações sobre as características das espécies manejadas.
 
Já os miniviveiros, canteiros suspensos atrás das escolas, serão ambientes para complementar os conhecimentos adquiridos nos “Cantos da Ciência”. O estudante irá cultivar as plantas e verificar, com ajuda de professores e moradores, as experiências de germinação de sementes e as características de crescimento do vegetal. Posteriormente, os miniviveiros também produzirão as mudas que serão utilizadas na reposição florestal daquela comunidade. 
 
“O aluno irá fazer todo o processo. Desde entender aquela planta, criar mudas, cultivar na floresta e monitorar. Após isso, ele vai saber onde é o melhor local para plantá-la. Queremos que esse aluno continue esse processo trabalhando como manejador, técnico ou engenheiro florestal, ou que, apenas, tenha outro olhar da floresta. Que ele consiga ter um olhar que busque a sustentabilidade, saber que a floresta é viva, não é um mercado. Que ela é um local para interagir e que essa interação tem que ser harmoniosa”, contou Regatieri.
 
Trabalho com os professores
 
Outra atividade dessa ação é a capacitação dos professores que lecionam naquelas comunidades. O programa criará meios para viabilizar aulas contextualizadas dentro da ação da reposição e ecologia florestal. Professores e técnicos do Instituto Mamirauá construirão materiais didáticos condizentes com a realidade do ecossistema de várzea. Além disso, a ação irá orientar  professores na construção de planos de aula. “Estamos pleiteando o apoio das Secretarias Municipais de Educação de Uarini e de Maraã. Eles liberarão os professores das comunidades onde vamos trabalhar. Iremos capacitá-los com oficinas e acompanhamentos sistemáticos”, explicitou.
 
Texto: Paulo Henrique Araujo

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