Iniciação científica: estudantes de Tefé (AM) apresentam pesquisas no Seminário Parcial PIBIC

Publicado em: 30 de março de 2017

Definida a pergunta científica, a metodologia que será utilizada, a região de estudo. Feitas as primeiras coletas de informações, conversas com entrevistados e análise de dados. O próximo passo é apresentar o trabalho feito até o momento para os colegas de ciência, pesquisadores mais experientes e para o público em geral. Ouvir comentários, sugestões e seguir em frente com a pesquisa. Esse é o caminho que muitos jovens estudantes fizeram até o Seminário Parcial Pibic - 2016/2017 do Instituto Mamirauá. O evento aconteceu nos últimos dias 20 e 21 de março, na sede da instituição, localizada na cidade de Tefé, estado do Amazonas.

PIBIC é a sigla para Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica. O programa é uma iniciativa do governo brasileiro que incentiva o ingresso de estudantes de ensino médio e superior no mundo da ciência. Cada participante recebe uma bolsa de financiamento para desenvolver uma pesquisa científica com a orientação de uma unidade de pesquisa. No Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), quatorze bolsistas mostraram os resultados parciais de suas pesquisas nessa edição do seminário.

A tefeense Verônica Lima é uma dessas jovens cientistas. Graduanda em História, este é o seu quarto ano como bolsista PIBIC no Instituto Mamirauá. Membra do Grupo de Pesquisa Organização social e manejo participativo dos recursos renováveis e não-renováveis na Amazônia, Verônica está investigando os significados do patrimônio arqueológico para os moradores de Tefé e a importância que esse patrimônio tem na formação da identidade e memória social das pessoas.

“Esse estudo é interessante porque permite desenvolver ações voltadas para a preservação do patrimônio arqueológico levando em consideração os diferentes discursos sobre ele”, afirma a bolsista de iniciação científica.

“Meu primeiro projeto foi no mesmo grupo de pesquisa, porém era voltado para socioeconomia, depois que eu migrei para a arqueologia”, conta. “E está sendo uma ótima experiência, o Programa de Iniciação Científica contribuiu muito para minha formação acadêmica e também para a decisão de seguir como pesquisadora de arqueologia”.

Iniciação científica no Instituto Mamirauá  

O Seminário Parcial Pibic - 2016/2017 apresentou trabalhos em andamento em temas como manejo florestal comunitário, uso de território em atividades pesqueiras, agroecologia, acesso, uso da água e saneamento e análise de peixes e mamíferos aquáticos, assuntos tradicionais nas pesquisas do Instituto Mamirauá.

Durante o evento, o pesquisador João Paulo Pedro Borges, que coordena o programa PIBIC Júnior (voltado para estudantes do ensino médio) no Instituto Mamirauá ressaltou que o processo de fazer pesquisa “é cheio de desafios”. Ele deu os parabéns a todos os participantes da iniciação científica pelo nível dos trabalhos apresentados.

Desde a criação do programa no Instituto, em 2003, quase 350 estudantes já participaram da iniciação científica, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), do CNPq e do MCTIC para pagamento de bolsas de estudo, nos 14 anos do programa.

Texto: João Cunha

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