Geógrafo Dr. Nigel Smith visita Instituto Mamirauá

Publicado em: 10 de setembro de 2012

10/09/2012 – No dia 31 de agosto, o Instituto Mamirauá recebeu em seu miniauditório, o Dr. Nigel Smith, geógrafo, da Universidade da Flórida.

Smith apresentou a palestra "Influências humanas na biodiversidade na Amazônia”. Com uma linguagem simples e por meio de fotos e ilustrações, buscou esclarecer a maneira que o homem tem influenciado a vida da cidade na Amazônia.

De início, o palestrante disse que conheceu Marcio Ayres em 1977 e, que se tornaram amigos desde então. “Digo isto porque tenho orgulho e satisfação de estar diante de vocês” explicou.

Nigel comentou que, quando esteve aqui, na Amazônia, pela 1ª vez, em 1970, imaginava que a floresta era intocada, mas acabou observando ao longo de suas pesquisas que a mesma possuía indícios de ter sido modificada “percebi que a mata já não era tão virgem assim” disse. E complementou, “quando os europeus chegaram, em 1542, suas expedições notaram uma grande disposição, ao longo do Rio Solimões, de caminhos por entre as matas, ligando uma comunidade a outra”.

O geógrafo informou que, atualmente, já existem estudos que comprovam que estas matas já tinham sido transformadas, que não eram tão primitivas, desde essa época.

Também citou um pouco sobre folclore, mitos e lendas, mostrando que muitos deles foram criados numa tentativa de proteger a natureza. E disse que certa vez foi perguntado por um zoólogo famoso sobre o que era realidade ao qual respondeu: “The reality is in the head on the person. (A realidade está na mente da pessoa). O importante é que tais lendas, mitos e folclores trazem uma preocupação com a natureza!” finalizou.

Por fim, sempre utilizando-se de imagens para dinamizar suas explicações, tratou um pouco sobre florestas antropogênicas, as espécies de árvores mais resistentes ao fogo e a conversão de florestas em campos de cultivo.

Texto Renata Brandão

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